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Saturday, December 23, 2023

Com a queda da Selic, vale a pena comprar imóvel em 2024? - UOL Economia

O Brasil teve que subir esses juros mais fortemente no passado, subiu muito, inclusive. É um valor bastante expressivo, e agora está caindo. Mas a gente não vai voltar tão cedo a um juro tão baixo. A gente fala de uma expectativa entre 9 ou 9,5% [no próximo ano]. Os financiamentos imobiliários hoje, dependendo do banco e da condição, têm juros em torno de 11%, 12% ao ano. Mas eles não vão cair expressivamente com a queda da Selic. Vai cair um pouquinho, vai ficar na casa dos 10%. [A Selic] sempre influencia, mas não é um fator tão decisivo na compra do imóvel.
Andrew Storfer, diretor de economia e membro do conselho de administração da Anefac

Comprar ou alugar?

O dilema entre compra ou aluguel de um imóvel costuma causar discussões. Influenciadores do mundo das finanças às vezes batem na tecla de que imóvel não seria um investimento, logo, não é algo que valeria a pena.

Michael Viriato, estrategista da Casa do Investidor, acredita que imóvel é, sim, investimento, como qualquer outro. É algo que soma na construção do patrimônio do proprietário. Por outro lado, o economista avalia que um financiamento não costuma valer a pena — diferentemente de fazer a compra à vista. Isso porque o retorno que o imóvel pode dar ao seu proprietário (valorização + aluguel, se colocado para locação) costuma ser menor do que a taxa de juros paga no financiamento, o que resultaria em um rendimento negativo.

Você compra um bem e a taxa de financiamento é por volta de 10 e 12% ao ano. E você comprou um bem que só rende 6%. Você pode ter uma rentabilidade negativa. O imóvel vale R$ 200 mil, e digamos que a rentabilidade seja de 10% ao ano, o que é coisa pra caramba. O custo do financiamento é de 12%, você colocou R$ 40 mil e financiou os outros R$ 160 mil. 12% ao ano [do total financiado] vai dar R$ 19 mil, quase R$ 20 mil. O que acontece? O imóvel rendeu R$ 20 mil e o financiamento comeu R$ 19 mil, quase R$ 20 mil. Não sobra nada. Isso se por acaso imóvel render razoavelmente bem. Se render menos de 10% ao ano, você está perdendo dinheiro.
Michael Viriato, estrategista da Casa do Investidor

Por isso, o especialista acredita que, em uma situação do tipo, é melhor morar de aluguel. Tudo depende da expectativa de retorno do imóvel. Se considerada a rentabilidade média para o mercado (não uma acima da média, como seriam os 10% ao ano) e a taxa de juros do financiamento, o proprietário perderá dinheiro. Viriato explica que na compra de um imóvel costuma existir o "paradigma da posse": a ideia de que se a pessoa tem um bem, ele vale mais, o que não é necessariamente verdade.

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Friday, December 22, 2023

Lula critica mercado livre de energia e fala em mudanças: 'povo pobre está pagando mais' - FLJ

Lula disse que o setor tem "uma coisa estúpida", que é a energia vendida "para empresários" por valores mais competitivos que tarifas das distribuidoras

Por: Luciano Costa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta sexta-feira duras críticas à legislação do setor elétrico, que permite que grandes consumidores, como indústrias, negociem preços e condições de seus contratos no chamado mercado livre de energia, e prometeu mudanças.

Durante evento com catadores de recicláveis, Lula disse que o setor tem "uma coisa estúpida", que é a energia vendida "para empresários, sobretudo grandes empresários", por valores mais competitivos que as tarifas das distribuidoras.

"É absurdo. E nós vamos dedicar este ano para tentar mudar. Eu convoquei uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética para a gente pensar. É que nessa nova fase de pagamento de energia, os empresários que estão no mercado livre pagam R$260 o megawaw-hora, e o povo pobre paga R$670", disse ele.

Os comentários de Lula vêm justamente em um momento no qual grupos que atuam no mercado de energia vivem grande expectativa pela redução, em 2024, de exigências para se entrar nesse nicho, uma abertura de mercado para pequenas e médias empresas que deve movimentar os negócios.

Nesta semana, a Auren, da Votorantim Energia, anunciou parceria com a Vivo para atuação conjunta no mercado livre de energia, de olho justamente na migração de consumidores esperada a partir de 2024. 

"É preciso a gente construir uma discussão que envolva a sociedade brasileira, que envolva o Congresso, para que a gente possa reverter uma situação e não permitir que uma pessoa que tem uma geladeira, um rádio, cinco pontos de luz, um chuveiro, pague mais, proporcionalmente, que uma parte do empresariado", afirmou.

O presidente disse que envolverá o Congresso Nacional nessa discussão. "É lógico, é importante fazer energia barata, para que possamos ter competitividade internacional, mas essa energia barata não pode ser paga pelo povo pobre, então estamos em um processo de discussão.

(LC | Edição: Gabriel Ponte | Comentários: [email protected])

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Ibovespa a 157 mil pontos em 2024? É possível, segundo BBI; veja seleção com mais de 20 ações - Money Times

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Ibovespa pode chegar a 157 mil pontos nos próximos meses, segundo banco (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa deve chegar aos 157 mil pontos em 2024, defende o Bradesco BBI, em relatório com expectativas e recomendações do mercado de renda variável para o próximo ano.

A casa fez questão de destacar que, pelas premissas conservadoras, o potencial de valorização para a Bolsa brasileira em termos reais é de 20%. Em um cenário alternativo, em que o risco de prêmio das ações convergiria com a média histórica, o potencial de alta para 2024 poderia aumentar em 10 pontos percentuais, diz.

“As ações brasileiras estão atrativas, assimétricas, pendendo para o upside, e oferecem grande opcionalidade política e do mercado doméstico”, avalia o time de análise.

Para o BBI, o consenso parece muito conservador em relação aos ajustes fiscais e à flexibilização monetária do país.

“Achamos que o case de ações brasileiras é mais sólido, e o governo pode se aprofundar na coordenação política, dando continuidade ao ajuste das contas fiscais e cortando taxas acima do esperado”, defende.

  • Bolsas internacionais tiveram um ano de ganhos expressivos, mas o que esperar de 2024? Confira as melhores teses de investimentos do cenário norte-americano no Giro do Mercado desta quarta-feira (21), é só clicar aqui:

Na opinião do BBI, as receitas do governo devem melhor consideravelmente no próximo ano, aumentando as chances de o déficit primário convergir aos targets.

Ainda, o PIB brasileiro parece perder força, mas deve acelerar no segundo trimestre de 2024, “entrando em uma nova fase, que será mais benéfica para setores cíclicos”, completa o banco.

O BBI está “overweight” com a tese do Brasil.

Ações para 2024

No geral, as ações latino-americanas estão atrativas, afirma o BBI.

O banco avalia que, se o prêmio de risco do Ibovespa convergir para sua média histórica e as taxas reais convergirem para o que as estimativas do Banco Central têm como nível neutro, o índice pode alcançar os 173 mil pontos no próximo ano.

Para 2024, o BBI aumentou exposição a nomes cíclicos e small caps. O portfólio dos analistas, por exemplo, está overweight em consumo discricionário, industriais e financeiras.

Do lado “underweight”, destacam-se os setores de materiais e bens de consumo básicos.

As ações top picks da B3 totalizam mais de 20 na lista da instituição. Gigantes como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) fazem parte da seleção, assim como Itaú (ITUB4). As elétricas Copel (CPLE6) e Eletrobras (ELET3) figuram entre as favoritas, junto com Sabesp (SBSP3) e JBS (JBSS3).

Confira a lista:

Empresa Ticker
Itaú ITUB4
XP XPBR31
Totvs TOTS3
Petrobras PETR4
PetroReconcavo RECV3
Vale VALE3
Vivara VIVA3
Vulcabras VULC3
Carrefour Brasil CRFB3
JBS JBSS3
Camil CAML3
Oncoclínicas ONCO3
Yduqs YDUQ3
Allos ALOS3
Cyrela CYRE3
Direcional DIRR3
Ecorodovias ECOR3
Embraer EMBR3
Santos Brasil SBSP3
Copel CPLE6
Sabesp SBSP3
Eletrobras ELET3
Mercado Livre MELI34

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Thursday, December 21, 2023

Ibovespa sobe 1,05% e fecha acima dos 132 mil pontos pela 1ª vez, com Vale e exterior; dólar cai 0,49% - InfoMoney

O Ibovespa fechou em alta de 1,05% nesta quinta-feira (21), com ajuda, principalmente, da Vale (VALE3), mas seguindo também o movimento visto nos Estados Unidos. O principal índice da Bolsa brasileira, com isso, voltou a renovar sua máxima histórica de fechamento em reais, aos 132.182 pontos, fechando acima dos 132 mil pontos pela primeira vez.

Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 0,87%, 1,03% e 1,26%. Por lá, investidores repercutiram principalmente a publicação do produto interno bruto (PIB) dos EUA do terceiro trimestre, que teve alta de 4,9% em termos anualizados, frente ao consenso de 5,2%.

“O mercado está cada vez mais fechado com a expectativa de um alívio na política restritiva de juros nos Estados Unidos. A leitura do PIB, PCE e pedidos semanais de seguro-desemprego fortaleceu essa visão dovish. O ritmo do crescimento ficou abaixo do esperado, enquanto a inflação registrou seu aumento mais lento desde 2020″, ressalta Diego Costa, head de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio.

Os treasuries yields para dois anos perderam 1,7 ponto-base, a 4,352%. No entanto, na ponta longa, os rendimentos pagos pelos títulos da dívida pública americana subiram levemente, com o de dez anos avançando 1,3 ponto, a 3,89%.

Apesar de alguns dados macroeconômicos mais fracos estarem, nas últimas semanas, repercutindo de forma negativa na Bolsa, com investidores temendo que as companhias trarão resultados menos animadores, os índices norte-americanos se recuperaram parcialmente das quedas da véspera, que foram consideráveis. Apesar do movimento de realização de ontem, investidores seguem, no geral, otimistas com o mercado acionário.

“Nesta quinta feira, o Ibovespa refletiu a continuação do otimismo e apetite ao risco que vemos nas últimas semanas, com os juros futuros continuando seu movimento baixista, o que se justifica pelas falas dos presidentes dos Bancos Centrais do Brasil, EUA e Europa”, diz Anderson Silva, head de renda variável e sócio da GT Capital.

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A curva de juros brasileira fechou majoritariamente em tendência de queda. Os DIs para 2026 perderam dois pontos-base, a 9,61%, e os para 2027 ficaram estáveis, a 9,72%. Os contratos para 2029 foram a 10,11%, com menos um ponto, e os para 2031, a 10,33%, com menos dois pontos.

“No Brasil, o Banco Central também divulgou o RTI (Relatório Trimestral de Inflação), projetando uma inflação menor para o IPCA neste ano. A probabilidade de a inflação brasileira ultrapassar os limites do intervalo de tolerância da meta em 2023 (4,75%) caiu de 67% para 17%”, ressalta Costa, da B&T.

Quem puxou o Ibovespa para cima, como já mencionado, foram principalmente as ações ordinárias da Vale (VALE3), que fecharam com alta de 3,33%.

“As ações da Vale foram destaques de ganhos, seguida pelas demais mineradoras e siderúrgicas. As companhias acompanham o desempenho do contrato futuro de minério de ferro, que registrou o melhor pregão em duas semanas na bolsa chinesa de Dalian, com alta de 3,5%”, fala Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos.

“Nesta quinta-feira, Ibovespa tem mais um dia positivo nesta reta final do ano, puxado principalmente pelo desempenho forte de Vale. As ações da empresa seguem a valorização dos contratos futuros de minério de ferro na bolsa de Dalian, com expectativas de que a demanda chinesa pela commodity aumente e com estoques ainda baixos”, completa Júlia Aquino, analista da Rico.

O dólar, por fim, caiu 0,49%, a R$ 4,887 na compra e na venda, se beneficiando, segundo especialistas, da perspectiva mais otimista da inflação e do maior apetite dos investidores por risco.

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Selic em 10,75%: Campos Neto confirma mais dois cortes de 0,50 pp nos juros - Money Times

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Campos Neto destacou que o Banco Central está de olho no fiscal, mas que não existe uma relação mecânica com a Selic. (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, confirmou nesta quinta-feira (21) que a autoridade planeja mais dois cortes de 0,50 ponto percentual na taxa Selic.

Desde agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) já realizou quatro reajustes de 0,50 pp, levando a taxa básica de juros de 13,75% para 11,75% ao ano. Em sua última reunião, o grupo adiantou que novos cortes da mesma magnitude estavam previstas.

Durante a entrevista coletiva sobre o Relatório Trimestral de Inflação do 4º trimestre, Campos Neto reiterou que o ritmo de corte de 0,50 pp é apropriado e que significa que esse reajuste é para mais duas reuniões. “Ritmo de queda da Selic é apropriado para a convergência saudável da inflação”, disse.

Ou seja, se o atual cenário econômico se manter, em março, a Selic estará em 10,75%. As próximas duas reuniões do Copom estão programadas para 31 de janeiro e 20 de março.

Sobre as reuniões seguintes, o dirigente afirma que acelerar ou desacelerar corte da Selic depende das condicionantes. “Não posso dizer qual o mapeamento daqui para frente porque há muita incerteza”, aponta. Ele ainda completa dizendo que não dá para afirmar que ‘tudo melhorou’ desde o Copom anterior. “Inflação de serviços melhorou, mas expectativas não mudaram quase nada”.

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Campos Neto: Fiscal volta a pressionar a Selic

Campos Neto aproveitou para lembrar que o cenário fiscal também pode pressionar as expectativas de inflação, o que resulta em mudanças na política monetária. No entanto, ele voltou a dizer que a relação não é “mecânica”, e que o BC vai avaliar como a economia vai reagir.

Segundo ele, mesmo que o fiscal venha pior do que o prometido no arcabouço fiscal, se o governo seguir fazendo reformas olhando para o controle dos gastos públicos, essa piora não é significativa e o mercado entende caso a meta de déficit não seja alcançada.

Ele também destaca que, às vezes, o governo tem dificuldade em aprovar medidas na íntegra. “Temos boa relação com o governo e esperamos que relacionamento melhore”, afirmou Campos Neto, que também diz ter parabenizado o ministro Fernando Haddad pelo esforço na aprovação de medidas.

Vale lembrar que ontem o Congresso promulgou a reforma tributária.

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Banco Central estima que inflação feche o ano em 4,6% - Institucional - EBC

A inflação do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar o ano em 4,6%, e a chance de que o índice estoure a meta caiu de 67% para 17%. As informações constam do relatório de inflação do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Banco Central (BC). 

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75%.

“Em termos de probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância, destaca-se, no cenário de referência, a redução significativa da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior da meta para 2023 (4,75%) que passou de cerca de 67% no relatório anterior para 17% neste relatório. Essa alteração reflete a queda na projeção para 2023 (de 5,0% para 4,6%) e a redução da incerteza associada a um horizonte mais curto de projeção”, explica o documento.

O relatório cita ainda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano (a.a.), e diz que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e o de 2025.

“Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário. O Comitê enfatiza que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, diz o relatório.

Na avaliação do BC, o ambiente externo segue volátil, com movimentos expressivos das taxas de juros de prazos mais longos nos Estados Unidos, primeiramente subindo e mais recentemente recuando e com os núcleos de inflação permanecendo em níveis elevados em diversos países.

O BC avalia que os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho e que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

“A atividade global continua demonstrando resiliência ante o aperto de política monetária, os eventos de estresse no setor bancário internacional ocorridos no primeiro semestre, a continuação do conflito na Europa e ao novo conflito no Oriente Médio. O crescimento global segue abaixo de seu potencial, mas ainda encontra sustentação em um mercado de trabalho aquecido e no consumo das famílias, sustentado por ganhos de renda reais, enquanto o comércio internacional e a produção industrial seguem moderadas. O setor de serviços segue como destaque de crescimento, refletindo as mudanças no perfil do consumo das famílias e os mercados de trabalho robustos”, diz o relatório.

No cenário doméstico, a perspectiva é de um arrefecimento no crescimento no terceiro trimestre, com crescimento de 0,1%, após forte alta no trimestre anterior. Mesmo assim, o banco destacou que esse crescimento foi ligeiramente maior que o esperado.

“Destaca-se a alta do consumo das famílias, especialmente de serviços e bens de consumo não duráveis. Por outro lado, os investimentos têm recuado há quatro trimestres. A balança comercial deve apresentar saldo recorde em 2023, contribuindo para déficit em transações correntes moderado”, diz o relatório.

PIB

O banco também revisou a previsão do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) aumentando de 2,9% para 3%, este ano. Para 2024, a previsão passou de 1,8% para 1,7%.

“O cenário prospectivo inclui aumento do ritmo de crescimento ao longo do próximo ano, com moderação do consumo das famílias, retomada dos investimentos, e manutenção de um balanço favorável nas contas externas”, diz o documento.

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Wednesday, December 20, 2023

Ações da Petrobras já subiram quase 90% no primeiro ano do governo Lula - Brasil 247

Comportamento do papel na gestão de Jean Paul Prates foi decisivo para a valorização do Ibovespa edit



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247 – As ações da Petrobras registraram um aumento significativo em 2023, contribuindo substancialmente para o crescimento de mais de 20% do Ibovespa durante o ano. A empresa estatal, com grande influência no índice, foi um fator decisivo para esse desempenho. Até o encerramento das atividades na última terça-feira, o Ibovespa acumulava um crescimento de 20,15% em 2023. De acordo com a Economática, uma empresa de análise de dados financeiros, a valorização teria sido de apenas 11,52% sem as ações da Petrobras, segundo aponta reportagem do Globo. Estas ações, tanto ordinárias (PETR3) quanto preferenciais (PETR4), representam aproximadamente 11,5% do índice.

Durante o ano, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tiveram uma valorização de 69,57%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 89,27%. No fechamento do último pregão, as ações foram negociadas a R$ 38,04 e R$ 36,25, respectivamente. A influência da Petrobras no mercado foi mais acentuada em outros momentos do ano, mas o impulso do Ibovespa em novembro, com seu melhor desempenho mensal em três anos, contribuiu para a recuperação de outros ativos do índice.

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A gestão da Petrobras passou por mudanças significativas desde o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, a empresa teve dez presidentes, com Jean Paul Prates sendo o mais recente, aprovado para assumir a presidência até a próxima assembleia de acionistas em abril.

A retomada da confiança no potencial da Petrobras contribuiu para o desempenho positivo das ações. O receio inicial de maior interferência governamental na gestão da empresa não se concretizou, e a Petrobras continuou a apresentar um desempenho financeiro sólido, com a manutenção de dividendos atrativos e uma geração de caixa positiva. Além disso, as mudanças na política de preços, apesar de incertezas, não se mostraram tão disruptivas quanto se temia inicialmente.

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Para 2024, as expectativas são de continuidade do desempenho positivo da Petrobras, embora em menor escala, sujeitas à dinâmica do mercado de petróleo e à ausência de interferências políticas. A Petrobras, com sua alta liquidez, permanece um ativo atraente para investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros, contribuindo significativamente para o sucesso do Ibovespa em 2023.

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