1 de 2 Nazari, do BTG: “Subindo os juros nos EUA, o custo de capital aumenta no mundo todo e tira atratividade dos emergentes” — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
Nazari, do BTG: “Subindo os juros nos EUA, o custo de capital aumenta no mundo todo e tira atratividade dos emergentes” — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
O próximo ano será marcado por mais ofertas subsequentes de ações (“follow-ons”) do que aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês), de acordo com bancos de investimentos ouvidos pelo Valor. Depois de bater recorde de volume em 2021, movimentando R$ 154 bilhões entre ofertas na B3 e nas bolsas dos Estados Unidos, o mercado deve desacelerar.
SÃO PAULO - Em 1980, o Gol nasceu com a missão de ser o sucessor do Fusca. Logo que as unidades começaram a sair das concessionárias, a primeira versão do carro da Volkswagen ganhou o apelido de “batedeira” por causa do motor carburado e arrefecido a ar. As versões seguintes foram modificadas, e o carro caiu no gosto do brasileiro.
Em 1994, o Gol bolinha, com maior espaço interno, porta-malas amplo e menos barulho, consolidou o sucesso. Calcula-se que, em quatro décadas, cerca de 5 milhões de unidades do Gol foram vendidas, mas a sua aposentadoria já foi decidida pela montadora alemã. O mesmo deve acontecer em breve com o Fiat Uno.
A saída de cena deles marca o fim de uma era. Quem sonha com um zero quilômetro já percebeu: não há mais carros populares no Brasil.
Arte/ Foto: O Globo
Os modelos de entrada estão sumindo das linhas de produção, e os disponíveis nas concessionárias vêm com preços nada populares, a partir de R$ 47 mil. E com vários modelos acima dos R$ 60 mil.
Esse quadro, segundo especialistas e a própria indústria, não está relacionado apenas à escassez global de semicondutores provocada pela pandemia, que tem limitado a produção das montadoras. A conjuntura intensificou o foco das marcas nos modelos premium, mas quem entende do mercado é taxativo: os preços populares não voltarão mais.
Padrões elevam custo
Os dois carros zero quilômetro mais baratos do país atualmente são o Fiat Mobi e o Renault Kwid, cujos modelos mais básicos custam, respectivamente, R$ 47.301 e R$ 47.562, segundo a tabela Fipe.
O carro mais vendido do país neste ano é o Fiat Argo, segundo dados da Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (Fenabrave). A versão 2022 sai por nada menos que R$ 66.260, o equivalente a 55 salários mínimos, considerando o piso aprovado pelo Congresso para 2022.
As crescentes exigências regulatórias no Brasil, seguindo padrões de segurança de países desenvolvidos como a obrigatoriedade de airbags, encarecem os populares, dizem as montadoras. A partir de 2022, esses modelos também terão de contar com controle de vapores emitidos durante o abastecimento, mais um item no custo de produção.
Um dos automóveis mais vendidos no país, o Fiat Uno, tem a aposetadoria esperada para breve pelos especialistas Foto: Divulgação
Além disso, demandas do motorista brasileiro tornaram praticamente obrigatórias amenidades como ar-condicionado e sistema de entretenimento, mesmo no carro mais básico.
O diretor técnico da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Henry Joseph Jr., diz que o carro “despojado e com o mínimo necessário” para pessoas de menor poder aquisitivo não existirá mais. Segundo ele, é uma tendência global iniciada nos EUA e na Europa:
— As exigências regulatórias são cada vez maiores e tornam os carros mais seguros e tecnológicos. Há regulamentos de controle de poluição, que exigem níveis cada vez menores de emissões. A régua sobe e traz um custo.
As exigências mais conhecidas não são recentes: a obrigatoriedade do airbag e de freios ABS, por exemplo, é de 2014. Porém, Joseph Jr. diz que os padrões têm se elevado constantemente. Mais itens obrigatórios estão previstos: até janeiro de 2024, chega o controle eletrônico de estabilidade, que avalia condições de rodagem e freia rodas individualmente para corrigir instabilidades.
— Não é mais apenas o freio ABS, é um sistema mais complexo — diz Joseph Jr.
Consumidor mudou
Em 2024, o sensor de ré ou a câmera traseira também passará a ser de fábrica em todos os carros brasileiros. Além disso, há metas de eficiência energética a serem cumpridas pelos novos motores, o que exigirá mais investimento em pesquisa e desenvolvimento, observa o executivo da Anfavea.
Todas essas exigências entram na conta sobre tirar ou não de linha populares icônicos como o Gol e o Fiat Uno.
Modelo do Gol de 2018: ícone da Volks será aposentado em breve Foto: Fabio Perrota Junior / Divulgação/27-7-2018
Também pesam mudanças no padrão de consumo do brasileiro. Pesquisas mostram menor interesse de jovens por automóveis. Para agradar aos consumidores mais exigentes, itens antes tidos como opcionais, como direção hidráulica ou elétrica, estão em quase todos os modelos à venda.
— O fim do carro popular não se dá só por exigências regulatórias, mas pela alta dos preços. A escassez de semicondutores não vai se resolver até 2023 e provoca, mês a mês, aumento de custos de matérias-primas e restrições de produção. O real desvalorizado também influencia os preços — ressalta Milad Kalume, diretor de Desenvolvimento de Negócios da consultoria Jato.
Ele continua:
— Há itens incorporados pelas montadoras porque, se não colocar, o carro não é vendido, como o trio elétrico (alarme, vidro elétrico e travamento de portas) e o ar-condicionado.
A escassez de semicondutores que paralisou linhas de montagem também trouxe uma mudança pontual na estratégia dos fabricantes, pontua Kalume. Historicamente, o Brasil sempre foi um mercado sensível a preço, com venda mais forte de carros menores e mais baratos. Mas, na falta de semicondutores, a prioridade é dos carros de maior valor.
Visitantes observam o carro Pierce Arrow Model A, que na sua época foi o carro mais caro do mundo, no novo Museu Histórico do Automóvel do Irã, em Teerã Foto: ATTA KENARE / AFPCom para-choque, faróis e outros detalhes folheados a ouro, o Pierce Arrow Model A de 1930 custava US$ 30 mil quando foi comprado, um valor equivalente a um oitavo do orçamento do Estado iraniano à época Foto: ATTA KENARE / AFPO Mercedes Benz 500K de 1934, que Adolf Hitler deu de presente ao xá Reza Xá Pahlavi, é uma das estrelas do novo Museu Histórico do Automóvel do Irã, em Teerã Foto: ATTA KENARE / AFPO carro é o único de seu modelo ainda existente, já que os outros cinco construídos na época fora destruídos na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial Foto: ATTA KENARE / AFPO Mercedes Benz 500K de 1934 é tão raro que a montadora alemã pediu que fosse cedido para ser exposto em seu museu, mas a resposta do Irã foi não Foto: ATTA KENARE / AFPDesenvolvido em conjunto por Mercedes-Benz, Porsche e Volkswagen, o esportivo MPV, de 1972, é outra joia da exposição do novo museu, dedicado aos carros clássicos da família real iraniana Foto: ATTA KENARE / AFPO monoposto MPV, pintado com as cores laranja e preto, foi desenvolvido pelas três montadoras alemãs e dado de presente ao príncipe herdeiro Reza Pahlavi, então com 12 anos, para aprender a dirigir Foto: ATTA KENARE / AFPO Rolls-Royce Silver Ghost Model A, de 1922, tentou ser recuperado pela família real iraniana já no exílio, mas a justiça britânica deu ganho de causa ao regime da Revolução de 1979 Foto: ATTA KENARE / AFPO museu fica numa área industrial em Teerã, perto das fábricas onde funcionam as fábricas de carros do país Foto: ATTA KENARE / AFPO Museu Histórico do Automóvel do Irã abriu as portas em novembro de 2021 e já recebeu mais de 20 mil visitantes em seu primeiro mês de funcionamento Foto: ATTA KENARE / AFPA exposição conta com 55 automóveis no total, como este Chryler 300 de 1956 Foto: ATTA KENARE / AFPOu ainda este Panther Lazer de 1974, que mostra o quanto a antiga realeza persa adorava modelos esportivos Foto: ATTA KENARE / AFPO Rolls-Royce Phantom Model 4 de 1956 usado em cerimônias da antiga família real do Irã Foto: ATTA KENARE / AFPUm Citroen SM 1974, em exposição no Museu Histórico do Automóvel do Irã, aberto recentemente na área industrial de Teerã Foto: ATTA KENARE / AFP
— O mercado hoje está impossibilitado temporariamente de ter veículos com alta demanda por razões de produção. Se a montadora tem disponíveis mil sistemas de entretenimento para colocar na sua produção e 3 mil carros à espera, certamente vai alocá-los nos veículos top de linha, com maior margem de lucro. A regra é maximizar a oportunidade de venda pelo maior valor possível — diz o consultor, ressaltando que não se trata de uma mudança estrutural.
— O Brasil continuará sendo um mercado de volume, com produção de pequenos carros e margem menor em grande escala. Aqui, um carro R$ 500 mais barato já ganha a preferência do consumidor.
Em meio ao reposicionamento de mercado das principais montadoras, o Gol, um dos carros mais vendidos da Volkswagen há 40 anos, teve seu fim anunciado pela montadora. Especula-se que algo similar deve ocorrer com o Fiat Uno, embora a Stellantis não confirme.
No caso do Gol, a data de produção do último exemplar não foi definida, mas a Volks já tem uma nova família de carros para substitui-lo, disse o presidente da montadora alemã para a América Latina, Pablo Di Si.
— O Gol é um ícone como o Fusca ou a Kombi. Continuará a ser produzido em 2022, mas, no futuro, esses veículos não vão atender a nova legislação — justificou o executivo, que anunciou no mês passado a chegada do Polo Track, com até quatro modelos.
Para Antônio Jorge Martins, pesquisador da FGV, embora o Gol seja um campeão de vendas, o motorista hoje busca conectividade e sistemas de segurança modernos, no caminho da maior tendência global do setor automotivo, o carro elétrico.
— Gol tem apelo emocional para o brasileiro e importância de vendas para a Volks, mas o consumidor está mais desapegado, buscando produtos mais conectados e seguros.
Para quem, apesar de todas as adversidades, ainda consegue guardar um dinheirinho no fim do mês, pode ser vantajoso não deixá-lo acumulando poeira na boa e velha poupança. Com a inflação acumulada deste ano de 10,42%, a taxa básica de juros — a Selic — a 9,25% e perspectivas de novas altas, surge a dúvida: onde aplicar o dinheiro para conseguir uma boa rentabilidade? Economistas ouvidos pelo EXTRA dizem que diversificar os investimentos é sempre muito importante. Porém, apostam que a renda fixa deve brilhar em 2022 e gerar bons retornos, aliados a um baixo risco.
Com a Selic a 9,25%, a caderneta de poupança — investimento mais popular no país — passa a ter rendimento fixo de 0,5% ao mês acrescido da taxa referencial (TR) de juros, que atualmente é de zero. Na prática, a poupança passará a render 6,17% ao ano.
Sócio e diretor do Modalmais, Ronaldo Guimarães lembra que, no início de 2021, a taxa básica de juros estava em 2%. Com isso, os ativos de renda variável ganharam maior atratividade. Agora, com a expectativa de que a Selic termine o primeiro trimestre de 2022 em 12%, ele diz que a renda fixa ganha espaço. E indica as melhores opções:
— Investimentos que se beneficiam do CDI (certificado de depósito interfinanceiro) alto e ainda têm isenção do Imposto de Renda, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).
Guimarães destaca que, com a eleição, a renda variável irá ficar mais volátil. Assim, em um prazo de dois anos, valem títulos indexados ao IPCA.
— A bolsa brasileira irá gerar boas oportunidades. Por isso, por enquanto, recomendo ter um dinheiro aplicado com liquidez diária para comprar ações, quando for propício — sugere o sócio da Modalmais.
Rodrigo Sgavioli, da XP, acredita que a inflação será controlada em 2022 Foto: VIVIAN KOBLNSKY
Diretor de Alocação e Fundos da XP, Rodrigo Sgavioli diz que em momentos de alta dos juros o investimento pós-fixado é mais vantajoso:
— O benefício é gradativo ao longo do ano, à medida que o CDI aumenta para acompanhar a Selic. O CDI ainda perde para a inflação mas, a partir do segundo trimestre de 2022, devemos ver a inflação controlada e os juros ainda subindo.
Para quem vai começar
Quem ainda não tem reserva de emergência deve aplicar todo o dinheiro poupado em investimentos de renda fixa que garantam liquidez, para que o saque em caso de imprevistos não seja impedido. Financistas recomendam separar pelo menos seis salários para essa finalidade.
— O Tesouro Selic é um título oferecido pelo tesouro direto com investimento mínimo acessível. Além disso, podemos escolher um CDB de liquidez diária de grandes bancos e instituições sólidas que ofereçam boas taxas — diz Gabriel Branco, diretor de renda fixa da 3A Investimentos.
Para aproveitar o cenário incerto, o especialista acrescenta que é possível fazer a diversificação da carteira dentro da própria categoria de renda fixa, usando ativos pós-fixados para aproveitar a alta do juros e ativos atrelados à inflação para proteger o investimento em relação a possíveis altas do IPCA. No caso de fundos de renda fixa, Branco alerta que é preciso ter cuidado com altas taxas de administração, porque elas acabam reduzindo o rendimento do investidor:
— A ideia é sempre fazer essa otimização de procurar as melhores taxas, mesmo num cenário de alta de juros.
Ganho com oscilações
Nelson Muscari: ' Não se deve fazer um movimento pensando em eleição' Foto: Arquivo pessoal
Nelson Muscari, coordenador de fundos da Guide Investimentos, diz que os investidores que possuem perfil arrojado podem aproveitar a instabilidade econômica do próximo ano para ganhar dinheiro na renda variável, comprando ativos mais baratos e vendendo quando o preço estiver alto novamente. Já para quem possui uma carteira diversificada, no entanto, ele recomenda mantê-la e fazer novos aportes de capital.
— Não se deve fazer um movimento pensando em eleição. Se a gente olhar no longo prazo, esses momentos de volatilidade são apenas passageiros. Não necessariamente os preços dos ativos vão mudar no longo prazo — opina.
Também para investidores agressivos, Rodrigo Sgavioli, diretor de Alocação e Fundos da XP, recomenda aplicar de 1% a 3% do capital em criptoativos, que são uma representação digital de valores, como as criptomoedas e como os bitcoins e outras. Mas atenção: as oscilações são grandes.
— O gestor pode mudar de estratégia de acordo com o cenário— comenta Sgavioli.
Um dos sinônimos do luxo que uma pessoa rica pode ter à sua disposição é um avião particular para viajar quando quiser e para onde quiser. Bilionários costumam ter, além de aviões para suas empresas, modelos para seu uso pessoal, tornando esse um dos mercados com maior valor.
Elon Musk, Bill Gates, Richard Branson, Jorge Paulo Lemann, entre outros bilionários possuem aviões de ponta para voar.
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Outros bilionários, entretanto, preferem fretar voos individualmente, como é o caso de Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook. Mas isso não é o que ocorre com a maioria dos ricaços.
Veja a seguir os aviões à disposição de alguns dos bilionários do Brasil e do mundo segundo levantamento da Forbes Brasil e da Business Insider:
Elon Musk - Gulfstream G650ER
Família de aviões Gulfstream G650 é uma das preferidas dos ricos mundo afora
Imagem: Gulfstream
Homem mais rico do mundo e fundador da SpaceX, Elon Musk, possui um Gulfstream G650ER de preço inicial em torno de US$ 70 milhões (R$ 396 milhões). Esse valor costuma variar de acordo com as configurações que cada cliente escolhe para o seu jatinho.
No geral, ele comporta até 19 passageiros e pode voar a uma distância de até 13.890 km. O modelo ER (extended range - alcance estendido) pode voar para praticamente qualquer lugar do planeta com no máximo uma parada.
Jeff Bezos - Gulfstream G650ER
Gulfstream G650ER conta com até quatro ambientes internos de acordo com a configuração escolhida
Imagem: Gulfstream
O fundador da Amazon também escolheu um Gulfstream G650ER para voar. O modelo do empresário norte-americano é estimado em US$ 65 milhões (R$ 368 milhões), conta com até quatro ambientes internos.
Além de levar até 19 passageiros sentados, o G650ER pode comportar até dez pessoas dormindo totalmente na horizontal, de acordo com a configuração escolhida pelo dono.
Bill Gates - Gulfstream G650ER
A versão de alcance estendido do Gulfstream G650ER tem autonomia para até 13.890 quilômetros
Imagem: Divulgação
O fundador da Microsoft é considerado, atualmente, o quarto homem mais rico do mundo, com uma fortuna de cerca de US$ 129,9 bilhões (R$ 732,2 bilhões). Ele possui não apenas um, mas dois Gulfstream G650ER, mesmo modelo de Jeff Bezos e Elon Musk.
A velocidade máxima desse avião é de 1.110 km/h. Gates também possui outros aviões e diz que sente "prazer com culpa" por ter seus aviões, devido à emissão de poluentes relacionadas à aviação.
Richard Branson - Dassault Falcon 50 EX
O Dassault Falcon 50 EX pode voar a até 5.695 km de distância
Imagem: Dassault
O bilionário inglês Richard Branson, fundador do grupo Virgin, é dono de um Dassault Falcon 50 EX avaliado em US$ 21 milhões (R$ 119 milhões). Esse avião voa a uma distância de até 5.695 km e possui três motores.
Branson o usa em deslocamentos de menor distância. Quando precisa ir para mais longe, pode se valer de um dos voos da sua companhia aérea, a Virgin Atlantic, uma das maiores do Reino Unido.
Luciano Hang - Bombardier Global 6000
Global 6000, um dos aviões de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan
Imagem: Reprodução
O dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, possui uma frota à sua disposição para voar pelo país. Um dos modelos de destaque é o Bombardier Global 6000, avaliado em cerca de US$ 62 milhões (R$ 351 milhões). Ele voa a uma distância de até 11.110 km.
O modelo comporta quatro tripulantes e até 19 passageiros, mas essa quantidade pode variar de acordo com a configuração escolhida pelo proprietário. Além do Global 6000, Hang também possui outros aviões da Bombardier, um Learjet 45 e um Chalenger 350.
Abilio Diniz - Dassault Falcon 7X
O Dassault Falcon 7X atinge uma velocidade de até 685 km/h
Imagem: Dassault
Abilio Diniz, empresário brasileiro, ex-Pão de Açúcar, possui um Dassault Falcon 7X em sua frota. Diniz, que está entre os 20 mais ricos do Brasil, segundo a revista Forbes, tinha um patrimônio estimado em US$ 3,1 bilhões em meados de 2021.
O avião pode levar até oito passageiros e voa a uma distância de até 11 mil quilômetros. Um modelo personalizado desse avião novo pode custar até US$ 60 milhões (R$ 340 milhões).
Diniz ainda possui um Gulfstream G650, mostrando que esse é um dos modelos favoritos dos bilionários.
Segundo avaliação do comentarista do Canal Rural, a melhora da economia deve impulsionar uma demanda maior pelo leite
Criado em 24/12/2021 ÀS 10h43 Por Canal Rural - Atualizado em 25/12/2021 ÀS 19h01
O ano de 2021 não foi bom para a cadeia do leite. Apesar de preços mais elevados ao produtor, a disparada no preço do milho impactou de maneira significativa o custo. Além disso, incertezas na economia e na demanda do produto fizeram que o ano fosse negativo para a indústria e varejo, além dos produtores, como avalia o comentarista Benedito Rosa.
“Os pequenos e médios produtores são os que sofrem mais. Ao seguir as regras de mercado, eles são pior remunerados. Vimos os pequenos produtores abandonarem a atividade e isso e pode continuar ocorrendo em 2022, pois o governo deixa a economia de mercado fluir e os mais competitivos se destacam”, diz.
No entanto, para Benedito Rosa, apenas de algumas dificuldades a serem enfrentadas, 2022 pode ser um ano melhor para os produtores de leite do país.
“A demanda por leite deve melhorar em função de retomada da economia que se observa já no final deste ano. A produção vai encontrar um mercado que vai absorver mais o produto, portanto acredito que será um ano melhor”, avalia o comentarista.
O Nubank lançou um novo cartão de crédito com a bandeira Mastercard Black, ele se chama Nubank Ultravioleta e tem status premium. As vantagens que mais se destacam nesse cartão são: o cashback de 1% de forma instantânea nas compras e o rendimento no CDI de 200%.
O Nubank Ultravioleta só oferece a isenção de mensalidade para os clientes que tenham a partir de R$ 150 mil investidos na conta ou no Nu Investe ou para os clientes que possuam gastos a partir de R$ 5 mil por mês. Outros clientes pagam, o valor de R$ 49.
O cartão que possui um design diferenciado feito em metal na cor roxa escura, também vem com menos informações, somente o nome do cliente, as demais informações podem ser conferidas por meio do aplicativo, outra novidade é que o cartão possuiu uma mensagem secreta para seu cliente que só pode ser visualizada quando é exposta em luz ultravioleta.
Confira outras vantagens que o cartão possui:
Abre um leque de opções para investimentos em fundos exclusivos e permite, resgatar o valor do dinheiro ou trocar por milhas sem limite no valor das transferências;
Dispõe de acesso a todos os benefícios do Mastercard Black, tais como uso de sala Vip em aeroportos, acesso a sinal Wi-Fi em qualquer aeroporto, seguro especial de viagens, proteção maior nas compras, seguro para bagagens, entre outras vantagens.
A ascensão dos “unicórnios” brasileiros, como Nubank, PagSeguro e iFood, tem criado um efeito virtuoso no mercado. Quanto mais sucesso essas empresas alcançam, mais investimento as demais startups recebem. Isso tem incentivado a criação de novos fundos e a chegada de grupos internacionais para explorar esse universo, que – apesar da crise – não para de crescer.
Entre 2020 e 2021, o número de investidores que colocaram dinheiro em startups no Brasil subiu 34%, de 404 para 544 – o maior crescimento absoluto desde 2007, segundo a plataforma de inovação Distrito. Trata-se de um mercado em franca expansão e com oportunidades de negócios. Atualmente, o País tem 21 “unicórnios” (empresas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão) e outras dezenas de candidatas a integrar o seleto grupo de startups bilionárias nos próximos anos.
São essas promessas e a possibilidade de embolsar alguns milhões de reais que enchem os olhos dos investidores e realimentam esse mercado. Só em 2021, os fundos de venture capital que aplicam recursos em startups bateram recorde de investimento. Até novembro, o valor aportado no mercado brasileiro foi quase 200% superior ao de todo o ano de 2020: US$ 8,8 bilhões (quase R$ 50 bilhões, pelo dólar de quinta-feira), ante US$ 3 bilhões (R$ 17 bilhões).
“Este ano foi fenomenal. Pela captação que os fundos estão tendo, 2022 tem tendência de crescimento igual a deste ano”, diz Gustavo Araujo, cofundador e presidente do Distrito. Na avaliação dele, um dos destaques de 2021 foram as megarrodadas de investimentos, acima de US$ 100 milhões. De um lado, as empresas estão mais maduras e com necessidade maior de capital. Do outro, há gestores bem capitalizados e com apetite por ativos brasileiros, destaca Araujo.
Foco na América Latina
O efeito Nubank, que estreou nas Bolsas de Nova York e de São Paulo no início do mês, deverá ajudar a atrair ainda mais investidores internacionais. Além do bilionário Softbank, que prepara novo fundo para a América Latina, gigantes do mundo dos investimentos como Tiger Global, Warburg Pimco e Andreessen Horowitz também voltaram suas atenções para a região.
O empreendedor Paulo Veras, um dos fundadores do primeiro “unicórnio” brasileiro, a 99, diz que o mercado está vivendo uma mudança geográfica relevante. Há dez anos, afirma ele, os investimentos estavam migrando para o sudoeste asiático, e a América Latina era praticamente excluída desse movimento. Hoje, a região virou o epicentro dos investimentos de venture capital.
Na avaliação dele, vários fatores aumentam a atratividade dos ativos brasileiros. Além dos novos “unicórnios”, o fato de a maior parte da população ter um smartphone e acesso a infraestrutura de dados e banda larga eleva o patamar e as perspectivas de sucesso de um negócio no País. Outro ponto de atenção dos investidores é o nível de desbancarizados no Brasil, o que significa mercados potenciais a serem explorados.
Veras diz ainda que gestoras nacionais também estão sendo criadas – ou foram recentemente lançadas – para entrar no mercado. Entre elas, está a Headline, do fundador do Buscapé, Romero Rodrigues; a NVA Capital, do ex-XP Marcelo Maisonnave; e a Niu Ventures, do americano Paul Bragiel e Reinaldo Normand. Parte dessas carteiras deve ir para startups que estão começando agora – cerca de 75% dos investimentos atuais estão concentrados nas rodadas iniciais chamadas Pré-seed, Seed e Série A, segundo dados da plataforma Emerging Venture Capital Fellows.
O cofundador da plataforma Mártin Lima diz que as gestoras têm conseguido levantar fundos muito rapidamente, o que traz boas perspectivas para 2022. A Emerging Venture Capital foi criada por causa dessa efervescência do mercado. O objetivo é mapear todos os dados desse universo, mostrando quem são os investidores e em quais ativos estão investindo.