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Saturday, October 2, 2021

Competição entre os postos ajuda a segurar alta do diesel - Metro World News

A alta do preço do óleo diesel da Petrobras já chegou às bombas. O Estadão/Broadcast acompanhou dez postos no Rio de Janeiro e em São Paulo, da última terça-feira, 28, quando a Petrobras anunciou o reajuste, até esta sexta-feira. Na maioria deles, a revisão de preço foi inferior à da estatal, que aumentou o litro do diesel em 8,9% (R$ 0,25). Em dois postos, o diesel subiu mais do que nas refinarias e em apenas um não houve reajuste. A alta nos postos visitados chegou a R$ 0,30 (6%).

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que, desde domingo, o diesel comum custou 2% mais na média de todas as bombas do País, em relação à semana anterior. O litro do combustível está sendo vendido a R$ 4,801.

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Presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda diz que o repasse da alta de preço foi definido pela competição entre os postos e também pela bandeira à qual cada um está atrelado. Segundo ele, os postos refletem as marcas que ostentam, como Ipiranga, Petrobras, Shell e as bandeiras brancas. A dimensão e o tempo do repasse seriam definidos por essas empresas.

Miranda conta que, assim que a Petrobras anunciou o reajuste, as distribuidoras avisaram aos seus revendedores que aumentariam o diesel imediatamente. “Os postos não têm margem suficiente para absorver essa alta. Nossa margem média bruta no diesel está em torno de 5%”, afirmou.

Em seus postos, antes de decidir aumentar os preços, Miranda costuma avaliar também o comportamento dos concorrentes mais próximos. Se tiver estoque e o vizinho não tiver reajustado o seu produto, ele também não aumenta os seus preços.

“Quando o combustível começou a subir, o movimento caiu. O patrão, então, passou a correr os postos vizinhos para ver os preços deles. Aqui, a gente sempre tem um preço menor. No fim de semana, o preço cai e volta a subir na segunda-feira”, disse Tailane Vieira, funcionária de um posto de bandeira Shell, na zona oeste do Rio de Janeiro, visitado pela equipe de reportagem. Esse foi, entre os dez, o que apresentou menor reajuste do diesel, de R$ 0,10, nesta semana.

Em contrapartida, a cerca de 2 km de distância, num posto Ipiranga também da zona oeste carioca, o combustível ficou R$ 0 30 mais caro, alta superior à da Petrobras. André Santos, gerente da revenda, diz que aproveitou o momento para recuperar parte da margem perdida no passado, já que, da última vez, não chegou a repassar a alta de preço da Petrobras aos seus clientes.

O aumento justo do óleo diesel seria, na verdade, de R$ 0,22. Isso porque parte do produto vendido nas bombas sai da Petrobras. O restante, 12%, é composto por biodiesel, que não foi reajustado nos últimos dias.

Há ainda uma parcela relativa ao ICMS, calculado sobre o preço de refinaria. A revisão do tributo, após o reajuste da Petrobras da última terça-feira, passou a valer na sexta-feira e ainda não está refletida nos postos. As alíquotas e valores de base variam a cada Estado.

Segundo a Fecombustíveis, as mais recentes revisões por litro de diesel comum variaram até R$ 0,029. Esse valor máximo é o do Amapá. Em São Paulo, foi de R$ 0,01 e no Rio, de menos de R$ 0 1.

A margem da distribuição e da revenda respondem juntas por 14,2% do preço final pago nas bombas pelo diesel comum, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras participa com 57%; o biodiesel, com 14,1%; e os tributos estaduais e federais, com 14,3% e 0,5%, respectivamente.

Representante das grandes distribuidoras, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) não quis comentar o reajuste do preço do diesel nesta semana. O setor foi alvo de ataque do presidente da República, Jair Bolsonaro, na quinta-feira. Segundo Bolsonaro, o fim das bandeiras nos postos ajudaria a baixar os preços dos combustíveis.

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Inflação do churrasco de 17,5% tira o sabor do lazer no fim de semana; confira as altas da carne e da cerveja - Jornal Extra

Nem na hora de escapar dos problemas do dia a dia para encontrar com os amigos e a família com uma carne na brasa e uma cerveja gelada o brasileiro consegue escapar da inflação indigesta. A alta média de preços, que já supera 10% em um ano, deixa sua marca também naquele que é um patrimônio da classe média: o churrasco do fim de semana.

A carne é um dos principais vilões da alta de preços e, nos últimos 12 meses, a “inflação do churrasco” subiu mais de 17%, segundo cálculo feito pela Fundação Getulio Vargas a pedido do EXTRA. Mais até que a média dos alimentos e bebidas, que está em 13,36%.

Peso no bolso: Com alta da carne, produção de ovo dispara

Picanha, linguiça e alcatra subiram mais de 20%. E a conta não inclui ainda o que já está sendo chamado de golpe de misericórdia na alegria do brasileiro: desde ontem a cerveja está em média 10% mais cara no país.

Nos últimos meses, a disparada da inflação corroeu a renda já combalida dos brasileiros e ajudou a empurrar milhões de brasileiros para a miséria e a fome.

Na classe média, o jeito foi mudar os hábitos e adequar o cardápio. Na casa do estudante de Economia João Pereira, de 22 anos, a picanha deu lugar à linguiça. Se antes a compra do churrasco era de 2kg de carne para cada 1kg de linguiça, agora é 1,5kg para cada. A linguiça, além de ser mais barata, subiu menos que a carne de boi. O quilo da picanha aumentou 28,99% e o da linguiça, 21,38%.

Ainda assim, a conta subiu: de R$ 130 em média que a família gastava antes de acender a brasa para R$ 200 agora.

Dólar e demanda da China

Até a carne de segunda, que foi a alternativa para quem teve de apertar o orçamento, está ficando proibitiva, com “preço de carne de primeira”, reclama Pereira:

— Diminui muito a vontade de fazer um churrasco. Afeta na hora de escolher o que a gente vai consumir. Aí você tem que escolher outra coisa, em vez de fazer churrasco, porque o preço está inviável.

O economista Matheus Peçanha, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), explica que a subida forte do dólar e o aumento da demanda por carnes em geral da China fizeram disparar o preço da proteína aqui no Brasil.

— O resultado é que os produtores preferem vender para o exterior, já que é mais lucrativo e, portanto, sobra menos para o mercado interno. Com esse aumento da concorrência externa, aumenta também o preço — diz Peçanha.

Segundo economistas, como a carne tem preço cotado em dólar no mercado internacional, a cada vez que o real se desvaloriza, mais cara vai ficando a proteína. O frango é a outra opção à carne. O que tem um efeito perverso nos preços. Essa opção mais barata vai encarecendo conforme a demanda pela carne de boi vai para o consumo de frango. Por isso também, o preço já subiu 30,08%.

O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, diz que o real perdeu 30% do valor frente ao dólar no ano passado. Enquanto a cotação do milho subiu 68,8% no mesmo período e a da soja, 79,4%. A variação expressiva desses produtos também faz subir o preço da carne, lembra Peçanha. Milho e soja são usados na ração dos animais. A seca afetou o pasto, e os pecuaristas estão precisando usar mais ração para o gado.

Com todos esses fatores jogando contra o churrasco, ele tem ficado mais raro. O estudante de nutrição João Pedro Oddo costumava se reunir mensalmente com dois amigos para fazer churrasco. A frequência já não é a mesma.

— Não fazemos mais uma vez por mês, a cerveja já não é a marca favorita de todo mundo, não tem mais condição. E agora a gente está procurando mercado, vai em dois ou três e pega onde a carne está mais barata.

*Estagiário sob supervisão de Cássia Almeida

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Brasil bombando, domésticas na Disney, servidor parasita: 7 falas de Guedes - UOL

Nesta sexta-feira (1) o ministro da Economia, Paulo Guedes, se enganou ao dizer que o governo prorrogaria o auxílio emergencial, e foi corrigido depois pelo próprio ministério.

Essa não é a primeira vez que Guedes dá declarações que lhe rendem problemas ou que são controversas. Ainda nesta semana, o ministro ignorou indicadores econômicos, como números de desemprego e inflação, e afirmou que o Brasil "está bombando". Relembre no vídeo acima outras "pérolas" do ministro.

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Em ano de pandemia, desligamentos por morte saltam 70%; motoristas de caminhão, faxineiros e vendedores lideram registros - G1

Levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Previdência a pedido do g1 mostra que houve um salto de 70,3% nos desligamentos por motivo de morte entre os trabalhadores com carteira assinada neste ano.

Enquanto nos oito primeiros meses de 2020 foram registrados 43.008 encerramentos de contratos formais (CLT), no mesmo período de 2021 o número pulou para 73.264.

Desligamentos por morte nos primeiros oito meses de cada ano — Foto: Economia g1

Desligamentos por morte nos primeiros oito meses de cada ano — Foto: Economia g1

Os dados, baseados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência, mostram que o número de desligamentos por morte deu um salto entre os meses de março e junho deste ano. Em abril, mês com maior número de registros, quase 1% dos desligamentos foi por motivo de morte, maior proporção pelo menos desde 2014, de acordo com os dados enviados pelo governo.

Desligamentos por morte dentro do total — Foto: Economia g1

Desligamentos por morte dentro do total — Foto: Economia g1

O total de encerramentos de contrato de trabalho por motivo de morte teve aumento de 21% entre 2019 e 2020. Já os oito primeiros meses deste ano a alta foi de 14,7% em relação ao ano todo de 2020.

Desligamentos por morte ano a ano — Foto: Economia g1

Desligamentos por morte ano a ano — Foto: Economia g1

Setor de serviços tem maior número de mortes

O setor de serviços, que é o que emprega o maior número de trabalhadores no país, tem o maior número de desligamentos por motivos de morte.

Mas o maior crescimento de óbitos se deu na indústria: 83% entre os primeiros oito meses de 2020 e mesmo período de 2021. No comércio, a alta foi de 77%, e em serviços, de 66%.

Além disso, a indústria teve o maior percentual de desligamentos por morte em relação ao total: 0,84%, seguida pelos serviços (0,71%).

Desligamentos por morte por setores — Foto: Economia g1

Desligamentos por morte por setores — Foto: Economia g1

A indústria da transformação foi responsável por 88% do total de mortes no setor entre janeiro e agosto deste ano – de um ano para outro, o aumento foi de 87%.

Dentro do setor de serviços, as atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas tiveram 14.784 desligamentos por morte entre janeiro e agosto deste ano – 43% do total do setor – e um salto de 73% de um ano para outro. Em seguida vêm as atividades de transporte, armazenagem e correio, com 8.066 desligamentos e um aumento de 78%.

Administração Pública, Defesa e Seguridade Social teve o maior percentual de desligamentos por morte em relação ao total entre todas as avaliadas no levantamento: 4,52%.

Ocupações com trabalho presencial têm mais mortes

Quando se analisa a lista com as ocupações com maior número de desligamentos por morte, motoristas de caminhão, faxineiros e vendedores lideram o levantamento no número total de mortes nos primeiros oito meses de 2021.

Ocupações com maior número de desligamentos por morte — Foto: Economia g1

Ocupações com maior número de desligamentos por morte — Foto: Economia g1

Quando se verifica o maior crescimento percentual no número de mortes nos primeiros oito meses de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, os maiores aumentos também abrangem ocupações que exigem atividades presenciais, e em alguns casos consideradas essenciais, como motoristas de ônibus, operadores de caixa, vigilantes e frentistas.

Veja abaixo os maiores crescimentos nos desligamentos por mortes entre janeiro e agosto de 2020 e de 2021:

  • Gerente administrativo: 120%
  • Motorista de ônibus rodoviário: 112%
  • Operador de caixa: 104%
  • Supervisor administrativo: 100%
  • Vendedor de comércio varejista: 99%
  • Vigilante: 90%
  • Alimentador de linha de produção: 84%
  • Assistente administrativo: 82%
  • Auxiliar de escritório: 82%
  • Frentista: 81%

O levantamento reflete apenas o mercado formal e não traz as causas das mortes. Portanto, não há como relacionar os óbitos com a Covid-19. Mas o cenário mostra que, na pandemia, as ocupações que exigem atividades fora de casa são as mais afetadas.

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Motorista de Uber em SP roda até 60h por semana para lucrar R$ 3.000 no mês - UOL

Com a disparada nos preços dos combustíveis, motoristas de Uber em São Paulo chegam a dirigir 60 horas por semana, uma média de 12 horas por dia útil, para conseguir tirar R$ 3.000 por mês. A alta do combustível tem feito com que muitos recusem viagens, principalmente as mais curtas, por entender que não valem a pena.

Em setembro, a Uber reajustou o valor da corrida do UberX em até 35% na região metropolitana de São Paulo, como resposta ao aumento de preço. A empresa não informou se as demais tarifas também subiram.

O UOL conversou com três motoristas da cidade de São Paulo, que têm carro 1.0 próprio e quitado, e mostra o quanto eles trabalham para garantir sua renda.

De segunda a segunda, por até 12 horas

Há dois anos dirigindo para a Uber, Daniel Paiva, 23, controla seus ganhos e despesas no mês com uma tabela no celular. Em agosto, conseguiu lucrar R$ 3.059, após desembolsar mais de R$ 2.200 só com gasolina.

Para chegar a esse ganho, trabalha de segunda a segunda, sem folga: 12 horas de sexta a domingo e seis horas de segunda a quinta. Em média, são 60 horas por semana, muito acima do limite ditado pela CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) para trabalhadores com carteira assinada, de 44 horas.

Ele mora em Guaianases, no extremo leste da capital, e prefere circular pelas redondezas com seu Renault Sandero 2013.

Trabalho menos durante a semana, mas no fim de semana preciso dar uma 'esticada' e tiro uns R$ 400, R$ 500. Acho mais vantajoso.
Daniel Paiva, 23, motorista de Uber

Na sua planilha de gastos, porém, a alimentação fica de fora. Vez ou outra, ele tira cerca de R$ 150 do bolso por mês para comer um salgado entre uma corrida e outra.

Daniel afirma que há mais prós do que contras no trabalho, mas diz que a questão da segurança poderia ser melhor para o motorista.

Conta ter sido vítima de um sequestro-relâmpago em plena luz do dia, no final de 2019, quando trabalhava com um carro alugado. Na época, fazia corridas quando não estava no estágio, para bancar a faculdade de biologia.

Ele diz que os sequestradores levaram o carro e deixaram o motorista em uma comunidade, apenas com a roupa do corpo e a dor de cabeça de acionar a locadora para explicar que não poderia arcar com o prejuízo por ter sido vítima de um crime.

Seguiu dirigindo depois disso, mas diz que seu objetivo é cursar licenciatura na sua área daqui a um ano para sair do aplicativo.

Já estou saturado, porque cansa muito e eu não consigo manter a cabeça no lugar. Tenho que fugir disso.
Daniel Paiva, 23, motorista de Uber

Ganhos e gastos médios mensais

  • Gasolina - R$ 2.260
  • Troca de óleo - R$ 127
  • Troca de pneus - R$ 133
  • Outros gastos com manutenção - R$ 300
  • IPVA - R$ 58
  • Reserva para eventual quebra de peças - R$ 300

Quanto sobra no final do mês: cerca de R$ 3.000

'Se me oferecerem vaga com carteira, aceito sem pensar'

Professor de história, Valter procura outro emprego para deixar o volante - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

Professor de história, Valter procura outro emprego para deixar o volante

Imagem: Arquivo pessoal

As longas horas à frente do volante já fazem Valter José Júnior, 38, procurar outro trabalho, após apenas dez meses como motorista. Valter trabalha, em média, 45 horas por semana, e ganha até R$ 2.200 mensais.

Ele comprou um carro zero para começar a trabalhar como motorista em janeiro de 2021, após ser demitido da agência de turismo onde atuou por mais de dez anos como emissor de passagens aéreas.

De segunda a sexta, sai às 8h de sua casa na Penha, zona leste, e encerra o expediente às 17h, com uma pausa de 30 minutos para almoçar. Em dois domingos por mês, liga o aplicativo e roda por cinco horas. Diz não ter preferência por regiões, mas evita dirigir à noite por medo de ser assaltado.

Todo mês, gasta R$ 1.760 para abastecer o Fiat Argo 2020 com gasolina, seu maior gasto para manter o veículo.

Valter diz que muitos motoristas ganham pouco porque aceitam corridas promocionais, da categoria UberX Promo, que oferecem descontos fora do horário de pico. "Para o passageiro, é ótimo pagar menos, só que para o motorista é escravidão. Ele paga para trabalhar", diz.

Professor de história, ele complementa a renda com aulas particulares no tempo livre, enquanto tenta a sorte em processos seletivos no turismo ou em escolas, apesar de achar que "professor ganhar pouco".

Não vejo a hora de parar. Se me oferecerem uma vaga com carteira assinada, salário de R$ 2.000 por mês, eu aceito sem pensar.
Valter José Júnior, motorista de Uber

Ganhos e gastos médios mensais

  • Gasolina - R$ 1.760
  • Revisão obrigatória - R$ 25
  • Lavagem do carro - R$ 100 a R$ 160
  • Alimentação - R$ 150
  • Seguro do carro - R$ 100
  • IPVA - R$ 92

Quanto sobra no final do mês: entre R$ 1.700 e R$ 2.200

Regiões nobres e escolha de corridas

Alguns motoristas têm estratégias para tentar ganhar mais. Diego Matias, 38, sai diariamente de sua casa, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, para áreas nobres da capital, como Morumbi, Pinheiros e Bela Vista.

Ao chegar nessas regiões, desliga a categoria UberX, que tem preços mais baratos para o passageiro, e aceita os chamados de outras corridas: Comfort (premium), Bag (transporte de mercadorias) e Flash (entrega de artigos pessoais). A única modalidade indisponível para seu Nissan Versa 2017 é a Black, voltada para carros de luxo.

Para ser Uber hoje, é preciso ter um carro econômico, não ter muitas despesas e entender o mercado: interpretar os horários, as regiões de maior demanda. Costumo não rodar em bairros de periferia, mas acontece de levar alguém de uma área nobre para lá. Aí eu ligo o UberX, porque sei que na região vai ter alguém querendo.
Diego Matias, 38, motorista de Uber

Diego tem como meta tirar R$ 5.000 por mês. Para isso, trabalha seis dias por semana, das 13h às 23h, o que dá 60 horas por semana. Às vezes, consegue ultrapassar a meta.

Sua planilha de gastos inclui R$ 1.680 com etanol por mês e outras despesas recorrentes. Prefere almoçar e jantar em casa, para economizar.

Ele trabalha como Uber há três anos, desde que foi demitido de um emprego como administrador de empresas, uma área que paga pouco, segundo ele.

Diz que o aplicativo não está para motoristas "aventureiros", que usam os dias de folga para ter um dinheiro extra.

O plano de Diego é trocar de carro em breve para entrar na modalidade de luxo e rodar por regiões com grande concentração de empresas, como Alphaville, na Grande São Paulo. E, quem sabe, fazer contato para beliscar uma entrevista de emprego na sua área.

Gastos médios mensais

  • Etanol - R$ 1.680
  • Lavagem do carro - R$ 100
  • Troca de óleo - R$ 93
  • Seguro do carro - R$ 205
  • Troca de pneus - R$ 100
  • IPVA - R$ 117

Quanto sobra no final do mês: cerca de R$ 5.000

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Corte de energia por falta de pagamento volta a ser permitido a partir desta sexta; Enel fará programa de parcelamento em SP - G1

Corte de fornecimento de luz por falta de pagamento voltou a ser permitido

Corte de fornecimento de luz por falta de pagamento voltou a ser permitido

O corte de energia por falta de pagamento no caso dos consumidores de baixa renda voltará a ser permitido a partir desta sexta-feira (1º). Em abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu o corte de luz por inadimplência para os beneficiários da tarifa social em razão da crise provocada pela pandemia do coronavírus. De acordo com a Aneel, não há previsão de outro adiamento.

Em São Paulo, a Enel Brasil lança, a partir desta sexta, uma campanha de negociação de dívidas com condições especiais para clientes de baixa renda cadastrados na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), com possibilidade de parcelar as contas em atraso em até 13 vezes com isenção de encargos sobre atraso e juros mensais de 1%.

Também é considerado de baixa renda quem tem renda menor ou igual a meio salário mínimo ou inscritas no CadÚnico com renda mensal de até três salários mínimos e que tenham na residência algum portador de doença crônica cujo tratamento necessite do uso contínuo de equipamentos vitais que dependam de energia elétrica; além de beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), idosos ou pessoas com deficiência que tenham renda familiar de até um quarto do salário mínimo por pessoa.

A negociação pode ser feita online (no site da Enel) ou pelo telefone 0800 72 72 120. Clientes também podem negociar presencialmente, nas lojas de atendimento, por meio de agendamento prévio.

A suspensão por inadimplência pode ocorrer, por exemplo:

  • Por falta de pagamento da fatura relativa à prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica;
  • Por falta de pagamento de serviços cobráveis, como o da religação de urgência e o do desligamento ou remoção de poste.

Antes de suspender o fornecimento de energia, a distribuidora deve encaminhar uma notificação ao consumidor. Segundo resolução da Aneel, essa notificação deve ser “escrita, específica e com entrega comprovada ou, alternativamente, impressa em destaque na fatura”, e o envio deve ser feito com antecedência mínima de 15 dias.

No caso das famílias de baixa renda, a distribuidora pode negociar o parcelamento do débito em, no mínimo, três parcelas.

A proibição do corte contemplou cerca de 12 milhões de famílias que se enquadram na tarifa social de energia elétrica. Isso não significa que todas as famílias tiveram cortes suspensos durante esse período, mas que a partir de agora poderão sofrer interrupção de energia se não houver pagamento da conta de luz.

No ano passado, a Aneel tinha adotado medida semelhante, mas inicialmente a proibição do corte por falta de pagamento englobava todos os consumidores residenciais e serviços essenciais.

Em seguida, a agência prorrogou a suspensão até o final de 2020, mas apenas para consumidores de baixa renda.

Compensação

Para cobrir a perda de receita que as distribuidoras tiveram com a medida, a Aneel permitiu que as empresas deixassem de pagar uma compensação devida a consumidores que sofrem com quedas no fornecimento de energia superiores ao limite permitido pela agência.

Até 31 de dezembro, as distribuidoras deverão creditar as compensações não pagas aos consumidores.

Tarifa social

A tarifa social é uma política pública que concede descontos na conta de luz para as famílias de baixa renda. O consumidor recebe um abatimento mensal na conta de luz que varia de acordo com a tabela de consumo.

São beneficiados pela tarifa social:

  • Famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal menor ou igual a meio salário-mínimo por pessoa;
  • Famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento. A renda mensal deve ser de até três salários-mínimos;
  • Famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

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Friday, October 1, 2021

Balança comercial brasileira tem superávit recorde de US$ 56,4 bilhões no ano - Folha de S.Paulo

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 56,4 bilhões nos primeiros nove meses de 2021, maior patamar da série histórica iniciada em 1997, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (1°) pelo Ministério da Economia.

O saldo acumulado do ano ficou 38,3% acima do registrado no mesmo período de 2020 (US$ 40,8 bilhões). O dado dos nove meses já é maior do que o observado em qualquer período de 12 meses fechados da série histórica.

No entanto, houve uma desaceleração do indicador em setembro. Motivado por um crescimento mais intenso da importação e um valor médio menor dos produtos exportados, como minério de ferro, o saldo das compras e vendas do Brasil no exterior ficou positivo em US$ 4,3 bilhões —dado 15% menor do que o observado no mesmo mês de 2020.

O subsecretário de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, afirmou que as exportações brasileiras tiveram um pico em junho, com leve recuo nos meses seguintes, mas ainda mantendo um nível alto.

“Temos um crescimento dos volumes exportados ao longo do ano, mas muito influenciado pelo crescimento dos preços até o segundo trimestre. Agora já há uma redução, temos uma desaceleração valor do minério de ferro, que chegou a um pico de US$ 160 por tonelada em agosto e agora está em US$ 120”, disse.

De janeiro a setembro deste ano, houve crescimento de 36,9% no valor total das exportações, alcançando US$ 213,2 bilhões. O aumento nas importações foi de 36,4%, indo a US$ 156,8 bilhões. Por isso, a diferença entre os produtos comprados e vendidos pelo Brasil no mercado internacional ficou positiva.

A corrente de comércio, que soma os valores vendidos e comprados, avançou 36,7% no ano, totalizando US$ 370 bilhões. Esse indicador é considerado o mais importante pela equipe econômica porque mede o dinamismo do comércio exterior do país.

O movimento positivo do ano foi impulsionado pela retomada da atividade econômica no mundo, com avanço da vacinação contra o coronavírus e arrefecimento da pandemia.

Além da continuidade de crescimento das vendas para a China, as exportações tiveram impulso de regiões que haviam reduzido as compras de produtos brasileiros durante a fase aguda da crise sanitária em 2020 e que voltaram a comprar mais, como Estados Unidos e União Europeia.

Na separação por setor da economia, indústria extrativa apresentou forte crescimento, puxada pela mineração. A média diária de exportação do setor cresceu 76,6% no ano, alcançando US$ 62,3 bilhões.

As exportações na agropecuária cresceram 21,2% e totalizaram US$ 45,1 bilhões no período. A indústria de transformação, por sua vez, vendeu 26,7% a mais, com valor total de US$ 104,7 bilhões.

No recorte por regiões, a maior parte dos países comprou mais produtos brasileiros no período.

Houve alta de 47% das exportações para os Estados Unidos e expansão de 32% para a União Europeia. As vendas para países da América do Sul subiram 52%.

Para a China, o valor da exportação registrou alta de 32,6% nos primeiros nove meses do ano. A participação dos chineses ficou em 34,3% de todo o valor exportado pelo Brasil, na liderança entre os compradores —no ano passado, o patamar foi um pouco mais alto, de 35,5%. Os Estados Unidos, por exemplo, têm 10,4% de participação nas exportações brasileiras.

A cada três meses, o Ministério da Economia refaz estimativas para os resultados do comércio exterior para o ano. Na revisão apresentada nesta sexta, a pasta prevê que o saldo comercial brasileiro deve encerrar 2021 positivo em US$ 70,9 bilhões, 40,7% melhor do que o resultado de 2020.

A revisão trouxe uma piora na projeção para o indicador. Estimativa anterior, divulgada em julho, apontava para um superávit de US$ 105,3 bilhões na balança comercial em 2021.

A previsão da pasta é que as exportações encerrem o ano em US$ 281 bilhões, menor do que a projeção anterior, de US$ 307,5 bilhões.

Segundo Brandão, a última projeção havia sido feita no auge da elevação de valores de produtos, como minério de ferro e combustíveis. Com o desaquecimento dos preços, os dados foram revisados considerando esse novo cenário.

"Essa recuperação [da economia mundial] é muito desigual entre países e setores e ela tem evidenciado gargalos na produção mundial. Há uma certa desorganização das cadeias de produção. Nós acompanhamos, por exemplo, a falta de microchips. Isso dificulta a previsibilidade das variáveis macroeconômicas", disse.

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Balança comercial brasileira tem superávit recorde de US$ 56,4 bilhões no ano - Folha de S.Paulo
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Com Selic a 11,25%, quanto rende investimento de R$ 1 mil? - Revista Oeste

Nesta quarta-feira, 31, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou pela quinta vez consecutiva a taxa básica de j...