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Wednesday, September 1, 2021

Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos em meio a PIB abaixo do esperado e exterior positivo; dólar cai - InfoMoney

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre entre perdas e ganhos nesta quarta-feira (1) depois da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre de 2021, que veio abaixo do esperado pelo mercado. Lá fora, as bolsas avançam apesar dos dados de emprego abaixo do esperado no setor privado dos Estados Unidos.

Sobre o PIB, a atividade econômica brasileira recuou 0,1% no segundo trimestre de 2021, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número veio abaixo da expectativa de crescimento de 0,2% que tinham os economistas do mercado financeiro segundo dados da Refinitiv.

Na comparação com o segundo trimestre de 2020 o PIB cresceu 12,4%, abaixo dos 12,8% estimados. Com esse resultado, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre.

Entre os indicadores internacionais, os Estados Unidos criaram 374 mil vagas no setor privado em agosto, mostrou nesta quarta-feira (1) o Relatório de Emprego ADP. A mediana das projeções dos economistas compilada pela Refinitiv apontava para criação de 613 mil novos postos de trabalho.

Há também preocupação com a crise hídrica depois da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Ministério de Minas e Energia anunciarem na véspera a criação de uma nova bandeira tarifária, chamada de bandeira de escassez hídrica.

Com a bandeira de escassez hídrica, a cobrança extra passará para R$ 14,20 a partir deste setembro. O valor é aplicado a cada 100 quilowatts-hora consumidos (kWh), e valerá entre setembro deste ano e abril de 2022. A cobrança anterior, da bandeira vermelha patamar 2, era de R$ 9,49. É uma alta de 49,63% na cobrança extra. A Aneel estima que o impacto final na conta de luz será de 6,78%.

Atenção ainda para o parecer da Proposta de Emenda à Constituição que trata da reforma administrativa (PEC 32/2020), protocolado na véspera. O texto será lido hoje na comissão especial que discute o assunto na Câmara dos Deputados, mas só deve ser votado no colegiado daqui a duas semanas, após a concessão de vistas coletivas às bancadas.

Entre as commodities, o dia é movimentado pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, incluindo a Rússia, que formam o grupo conhecido como Opep+. O grupo faz o encontro para discutir o aumento de produção previamente acordado de 400 mil barris por dia (bpd) ao longo dos próximos meses.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu à Opep e seus aliados para que ampliem a produção de petróleo, visando conter um aumento nos preços da gasolina –algo que considera uma ameaça à recuperação econômica global. Contudo, segundo informações da Reuters, a Opep+ deverá manter sua política de produção de petróleo.

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Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro de 2021 tinha leve variação negativa de 0,06%, a 119.140 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em baixa de 0,28% a R$ 5,156 na compra e a R$ 5,157 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em outubro opera em leve variação positiva 0,02% a R$ 5,179.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe um ponto-base a 6,74%, DI para janeiro de 2023 tem alta de três pontos-base a 8,50%, DI para janeiro de 2025 avança nove pontos-base a 9,62% e DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de nove pontos-base a 10,02%.

O dia no exterior foi de desempenhos variados das bolsas asiáticas. Na terça foi divulgado o Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) oficial da China, que indicou que a atividade fabril na China marcou em agosto a 50,1 pontos, frente a 50,4 pontos em julho.

Já nesta quarta foi divulgado o PMI Caixin/Markit da indústria, que marcou 49,2 pontos, abaixo da marca de 50 pontos que separa expansão da contração, ante 50,3 no mês anterior e expectativas de 50,1 pontos.

A desaceleração do setor industrial destaca a fragilidade da recuperação econômica e o impacto das rigorosas restrições devido ao coronavírus no país, dando suporte às expectativas de que Pequim adotará mais medidas de suporte para revitalizar o crescimento.

Já na Europa, na terça, os mercados foram abalados após a divulgação de dados de inflação relativos à Zona do Euro em agosto, que indicaram que preços ao consumidor subiram 3% no mês em relação ao mês anterior, de acordo com estimativas preliminares.

O patamar fica acima das expectativas, assim como da meta de 2% do Banco Central Europeu. Isso deve pressionar o BCE a tratar da inflação em uma reunião-chave marcada para a semana que vem.

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Ainda no radar econômico, o escritório oficial de estatísticas da Alemanha afirmou que as vendas no varejo recuaram mais do que o esperado em julho no país. A queda foi de 5,1% em termos reais, frente a uma previsão de queda de 0,9% da agência internacional de notícias Reuters. Em junho, a alta havia sido de 4,5%, e em maio, de 4,6%.

O Índice do Gerente de Compras (PMI em inglês) industrial relativo a agosto na Zona do Euro, que marcou 60,4 pontos, abaixo da expectativa de analistas, de 61,5 pontos, e do patamar anterior, de 62,8 pontos.

Também foi divulgado o PMI industrial relativo a agosto no Reino Unido, que marcou 60,3 pontos, frente à estimativa anterior, de 60,1 pontos e do patamar anterior, de 60,4 pontos.

Completando a intensa agenda de indicadores, foi divulgada a taxa de desemprego relativa a julho na Zona do Euro, que marcou 7,6%, em linha com a estimativa e abaixo do patamar anterior, de 7,8%.

Covid e CPI

Na terça (31), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 882, patamar 17% abaixo daquele de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 671 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em 7 dias foi de 23.266, queda de 22% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 26.759 novos casos.

Chegou a 131.311.289 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 61,56% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 62.583.158 pessoas, ou 29,34% da população.

A CPI da Covid no Senado aprovou na terça-feira a convocação de Karina Kufa, advogada para temas eleitorais do presidente Jair Bolsonaro, para explicar sua atuação em favor de lobistas que atuaram no Ministério da Saúde para a Precisa Medicamentos, intermediária da compra da vacina indiana Covaxin.

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O autor do requerimento, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defendeu a necessidade de convocação de Karina pelo fato de a advogada ter aparecido em diversos diálogos com o lobista Marconny Faria, que ajudou a Precisa a vencer licitações suspeitas no Ministério da Saúde.

A CPI aprovou ainda a reconvocação de Ivanildo Gonçalves da Silva, motoboy contratado pela empresa VTC Log, que prestava serviço ao Ministério da Saúde, inclusive de transporte de vacinas, e foi beneficiada por majorações irregulares em contratos. Reportagem do “Jornal de Brasília” mostrou que o motoboy sacou um total de R$ 4,74 milhões para a VTC Log.

Nesta quarta, a CPI da Covid ouve Marcos Tolentino, advogado e dono de uma rede de televisão que é apontado como “sócio oculto” do FIB Bank. Apesar do nome, a empresa não é uma instituição financeira. Ela ofereceu uma carta-fiança de R$ 80,7 milhões em um contrato firmado entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin, da Bharat Biotech. O STF determinou que Tolentino pode se recusar a responder a perguntas que possam incriminá-lo.

Conta de luz mais cara e reforma administrativa no radar

Na terça, o ministro de Minas e Energia, almirante de esquadra Bento Albuquerque, pediu à população que faça “esforço inadiável” para reduzir o consumo de eletricidade. Ele também anunciou uma nova sobretaxa, chamada de “Escassez Hídrica”, que trará aumento adicional de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados.

Mais cedo, o Ministério de Minas e Energia havia informado que o novo patamar da bandeira terá valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos, com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022.

O custo da bandeira não inclui as revisões das tarifas das distribuidoras, por exemplo. Mais cedo neste mês, o ministério havia estimado que os reajustes das contas de luz terão alta de pouco mais de 8% em 2021, um nível que já tem pressionado índices inflacionários.

A escassez de chuvas e a queda da geração da principal fonte de energia do país levou o governo elevar gastos com importação de energia e acionamento de térmicas mais caras para aumentar a oferta, além de lançar programas que visam reduzir o consumo.

Também na terça, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em conversa com apoiadores que o governo irá “começar a trabalhar” no preço dos combustíveis, um outro fator que vem pressionando a inflação. Mas não adiantou o que pode ser feito além de cobrar, mais uma vez, mudanças no ICMS.

Em alguns locais, o litro da gasolina já chega a R$ 7, enquanto o botijão de gás de cozinha está em torno de R$ 100.

O aumento dos combustíveis levou à demissão do então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e sua troca pelo general Joaquim Silva e Luna, mas ainda assim os preços continuaram a subir.

Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei que pretende transformar o ICMS sobre combustíveis, cobrado pelos Estados, em um valor fixo. Apesar das principais razões da alta serem o preço do petróleo no mercado internacional e o valor do dólar frente o real, o presidente culpa o ICMS e os governos estaduais pelo alto custo.

Em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encaminhado na terça-feira ao Congresso Nacional, o Ministério da Economia melhorou a meta de resultado primário para 2022 a um déficit de R$ 49,6 bilhões, ante rombo de R$ 170,5 bilhões fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022.

O rombo será menor principalmente pela perspectiva de mais receitas líquidas para o ano que vem, com acréscimo de R$ 146,3 bilhões sobre o que havia sido projetado na LDO. Ainda assim, o déficit primário veio acima das indicações recentes do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que ficaria por volta de 0,3% do PIB em 2022.

Em mensagem sobre o projeto, o ministério afirmou que foram inclusos os efeitos de alterações propostas na reforma do Imposto de Renda, embora o texto ainda não tenha sido votado no Congresso e seu formato final seja desconhecido, em meio a negociações que estão sendo costuradas na Câmara dos Deputados para sua apreciação.

O PLOA prevê R$ 2 bilhões para a realização do censo demográfico no ano que vem. Mas não considerou aumento no Bolsa Família, mantendo para o programa, agora rebatizado de Auxílio Brasil, o mesmo nível de recursos observado em 2021, de R$ 34,7 bilhões, com meta de atendimento de 14,7 milhões de famílias.

Na proposta de peça orçamentária, o governo estipulou, como vinha indicando, a previsão de pagamento na íntegra da pesada conta de R$ 89,1 bilhões em precatórios, que correspondem a perdas definitivas sofridas na Justiça. Uma PEC formulada pela equipe econômica busca abrir espaço de R$ 33,5 bilhões no Orçamento ao propor o parcelamento dos precatórios.

Na terça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fux, afirmou que teve uma conversa “preliminar” com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), na qual discutiu a eventual mediação do CNJ no pagamento dos precatórios do próximo ano. Ele destacou, no entanto, que a medida é para colocar o órgão como partícipe de uma solução para o caso.

A fala de Fux se deu na abertura da reunião do CNJ, colegiado presidido por ele. Não houve um pronunciamento conjunto das autoridades do Judiciário e do Legislativo após o encontro a portas fechadas.

Fux propõe limitar o crescimento da conta dos precatórios à inflação, seguindo a mesma dinâmica da regra do teto de gastos. Pela proposta, a base de cálculo para o crescimento dos precatórios retroajaria a 2016, quando passou a vigorar a regra do teto, com essa aplicação sendo orientada pelo CNJ.

Isso levaria o pagamento máximo de precatórios em 2022 a cerca de R$ 40 bilhões, um corte de R$ 49,1 bilhões em relação aos R$ 89,1 bilhões apresentados para o exercício, maior do que aquele previsto pela solução da PEC.

Na terça, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, afirmou que a expectativa do governo é de que a dívida bruta feche 2022 a 79,8% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 81,2% em 2021.

Segundo Funchal, o governo foi conservador ao não considerar receita de privatização da Eletrobras em 2022, pontuando que o resultado primário pode ficar até melhor com a realização da operação.

Além disso, na terça o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o relatório da reforma administrativa será lido na comissão especial da Casa na manhã desta quarta-feira e a votação do texto no colegiado deve ocorrer entre os dias 14 e 15 de setembro.

O relator da reforma administrativa, deputado Arthur Maia (DEM-BA), afirmou que seu parecer preserva direitos adquiridos de servidores e mantém a estabilidade para os atuais e os novos funcionários.

Radar corporativo

CSN (CSNA3)

A CSN concluiu a aquisição do controle da Elizabeth Cimentos e Elizabeth Mineração.

Oi (OIBR3;OIBR4)

A Oi anunciou Cristiane Barretto Sales como nova diretora de finanças e relações com investidores (CFO e DRI) da companhia.

A executiva substitui Camille Faria, que deixou a empresa na segunda-feira para assumir o cargo de CFO na TIM.

Bemobi (BMOB3)

A Bemobi concluiu a compra  de 100% do capital social da Tiaxa (Zonamovil). Segundo a companhia, a “aquisição é um importante passo na implementação do plano estratégico visando alavancar o crescimento em serviços digitais com ênfase em microfinanças e plataformas digitais, canais e geografia”.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras informou na terça-feira que pagará R$ 23,2 bilhões à União pelas outorgas de 22 usinas hidrelétricas que terão contratos renovados, em movimento relacionado ao processo de privatização da empresa, após o governo federal ter aprovado resolução que define o valor do benefício econômico dos novos contratos de concessão da companhia.
Segundo a elétrica estatal, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) fixou o montante de R$ 62,5 bilhões como valor adicionado pelos novos contratos de concessão de geração de energia elétrica para as 22 usinas da Eletrobras, em condição precedente para a capitalização da empresa. Parte do valor adicionado, os R$ 23,2 bilhões serão pagos à União pela Eletrobras capitalizada ou por suas controladas pelas outorgas das usinas.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Um pouquinho mais fraco - O Antagonista

Um pouquinho mais fraco
Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o PIB do segundo trimestre “veio um pouquinho mais fraco do que o mercado esperava”.

Na verdade, o próprio Roberto Campos Neto também é um pouquinho mais fraco do que o mercado esperava.

Ele demorou demais para aumentar os juros, de olho na campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Agora o aperto monetário vai ser maior.

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PIB do Brasil recua 0,1% no 2º trimestre - G1

Movimentação na Ladeira Porto Geral, no Centro de São Paulo (SP), no dia 30 de agosto. — Foto: Romeo Campos/Futura Press/Estadão Conteúdo

Movimentação na Ladeira Porto Geral, no Centro de São Paulo (SP), no dia 30 de agosto. — Foto: Romeo Campos/Futura Press/Estadão Conteúdo

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,1% no 2º trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo divulgou nesta quarta-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números do IBGE mostram que a economia brasileira perdeu fôlego, após avanço de 1,2% nos 3 primeiros meses do ano e depois de 3 trimestres de alta.

"Frente ao mesmo trimestre de 2020, o PIB cresceu 12,4%. No primeiro semestre, o PIB acumula alta de 6,4%. No acumulado nos quatro trimestres, terminados em junho de 2021, o PIB cresceu 1,8%", informou o IBGE.

Apesar do resultado frustrante, o PIB se manteve no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia, segundo o IBGE, mas agora está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

PIB 2º trimestre/21 — Foto: Economia G1

PIB 2º trimestre/21 — Foto: Economia G1

Agricultura e indústria têm queda

A maior queda foi da agropecuária (-2,8%), seguida pela Indústria (-0,2%). Por outro lado, os serviços cresceram 0,7%. Pela ótica da despesa, consumo das famílias teve variação zero e os investimentos caíram 3,6%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e durante um certo período e serve como uma espécie de termômetro da evolução da atividade e da capacidade de uma economia gerar riqueza e renda.

Principais destaques do PIB no 2º trimestre:

  • Agropecuária: -2,8%
  • Indústria: -0,2%
  • Serviços: 0,7%
  • Consumo das famílias: zero
  • Consumo do governo: 0,7%
  • Investimento (FBCF): -3,6%
  • Importação: -0,6%
  • Exportação: 9,4%
Rua Antonio Agú, mais conhecida como calçadão de Osasco, na Grande São Paulo, em imagem do dia 12 de agosto, após fim das restrições no estado.) — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Rua Antonio Agú, mais conhecida como calçadão de Osasco, na Grande São Paulo, em imagem do dia 12 de agosto, após fim das restrições no estado.) — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Expectativas

Apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19 e do fim das medidas de restrição de horários e público em boa parte do país, a inflação persistente, a tensão política e "riscos fiscais" (sustentabilidade das contas públicas) têm elevado nas últimas semanas o nível de incerteza sobre o ritmo da retomada e provocado revisões para baixo das previsões econômicas.

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2021foi reduzida de 5,27% para 5,22%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2022, a média das projeções está em 2%, mas parte dos analistas já vê um crescimento mais próximo de 1,5%.

Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a economia brasileira caiu 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, o que tirou o Brasil da lista das 10 maiores economias do mundo.

Economistas avaliam que o aquecimento do setor de serviços – o que mais emprega no país e com maior peso no PIB – deve ajudar na melhora do mercado de trabalho e garantir que o PIB do terceiro e do quarto trimestre se mantenha no azul, mas alertam para o riscos de novos freios para a recuperação, incluindo a perspectiva de novas elevações na taxa básica de juros (Selic), de agravamento da crise hídrica e piora do ambiente político, em razão das reiteradas ameaças do presidente Jair Bolsonaro à ordem democrática.

Analistas do mercado sobem a estimativa de inflação para 7,27% e veem alta menor do PIB em 2021

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PIB DO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2021

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Poupança sobe em agosto e supera Bolsa, dólar e fundo imobiliário - UOL

Em um mês marcado pela forte oscilação nos mercados, a boa e velha poupança foi o destaque, encerrando agosto com variação positiva, enquanto o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, o dólar, o ouro e o Ifix, o índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa, terminaram o período com variações negativas.

A notícia só não é tão boa para os aplicadores da poupança porque a caderneta —mesmo com o rendimento acima de zero, não conseguiu bater a inflação. O IPCA-15, prévia da inflação oficial do governo, subiu 0,89% no mês. Ou seja, em termos reais, nem a poupança conseguiu se salvar. Veja abaixo o rendimento dos principais investimentos em agosto.

Incertezas afetam investidores

Segundo profissionais de mercado, problemas internos ao Brasil e também incertezas no ambiente internacional, que estão afetando a recuperação econômica do Brasil e, por tabela, das empresas com ações negociadas em Bolsa são as principais preocupações dos investidores.

A volatilidade se concentrou no mercado de renda fixa, na curva de juros brasileira, e na Bolsa. Ambos tiveram um mês muito negativo, sob bastante pressão, e o principal causador dessa volatilidade é a piora na percepção fiscal, que vem se acentuando e isso tem contaminado as expectativas dos agentes.
Sérgio Zanini, sócio e gestor da Galápagos Capital

A alta da inflação também é motivo de preocupação. A alta dos preços forçou o Banco Central a acelerar a elevação dos juros —um fator que atrapalha a Bolsa. Já no início de agosto, o Copom elevou a taxa básica de juros da economia brasileira de 4,25% para 5,25% ao ano, por causa da aceleração da inflação.

No ambiente externo, as incertezas aumentaram com o avanço da variante delta, que pode atingir a recuperação da economia global, com reflexos negativos sobre o Brasil.

A volatilidade está baseada em problemas internos e externos. Olhando lá fora, a China derrubou o preço do minério, o que afeta a principal ação da Bolsa, que é a Vale. Também tivemos ruídos relacionados à variante delta.
Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos

Veja abaixo como se comportaram alguns dos principais indicadores do mercado brasileiro em agosto.

Desempenho em agosto

  • Ifix: - 2,66%
  • Ibovespa: -2,48%
  • Dólar: -0,73%
  • Ouro: -0,67%
  • Poupança: +0,25%

Com esse desempenho negativo em agosto para a maior parte das classes de investimentos do mercado, muitos indicadores acabaram voltando a patamares que tinham no começo do ano, zerando ganhos que tinham sido acumulados em especial no primeiro semestre. Veja abaixo.

Desempenho acumulado no ano

  • Ibovespa: -0,20%
  • Dólar: -0,33%
  • Ifix: -4,22%
  • Ouro: -5,7%
  • Poupança: +1,36%

Cenário para restante do ano

Para o restante do ano, profissionais de mercado apontam que o ambiente de incerteza pode continuar prejudicando os mercados de investimentos, mantendo a volatilidade dos principais indicadores financeiros.

Vai continuar por dois motivos: os problemas atuais da crise hídrica e o teto de gastos não foram endereçados, e estamos nos aproximando de um ano eleitoral em que mais ruídos ocorrem. O investidor terá que ficar atento e resiliente com essas oscilações.
João Beck, economista e sócio da BRA Investimentos

A retomada da economia global é importante porque ajuda o desempenho de grandes exportadoras brasileiras, como as mineradoras, siderúrgicas e produtoras de alimentos, que têm peso na Bolsa, destacam analistas.

A queda do minério de ferro deve-se a mais um dado fraco de atividade na China e que reduz a expectativa pela demanda da commodity. Após dados aquém do esperado em julho para indústria e varejo, os primeiros dados de agosto revelam um quadro de desaceleração.
Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora

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Auxílio Brasil: novo Bolsa Família pode ficar sem reajuste e bônus; entenda - Tudo Bahia

Os planos do governo para reajustar os valores do Auxilio Brasil, sucessor do Bolsa Família, esbarraram no sinal vermelho dos precatórios. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022 foi entregue ao Congresso nesta terça-feira (31), último dia do prazo estabelecido em lei.

O texto chegou ao parlamento com a previsão de pagamento de dívidas judiciais por decisões definitivas, conhecidos como precatórios, na faixa dos R$ 89,1 bilhões. Vale ressaltar que esse valor pode, ainda, ser alterado antes da sanção.

Porém, dentro do orçamento previsto, o valor para o novo Bolsa Família mantém-se no mesmo patamar que foi definido para em 2021: R$ 34,7 bilhões. Enquanto tramita pelo Congresso, o governo já planeja mudar esse quadro, atuando em duas linhas de frente: parcelar os precatórios e canalizar mais fundos para a Medida Provisória que cria o Auxílio Brasil.

Tempo e reformulação

Nessa dinâmica, o governo terá que viabilizar uma reformulação do Projeto de Lei e enviá-lo com novo texto antes do final do ano de 2021. Caso não consiga alcançar esses objetivos, o Auxílio Brasil chega sem o desejado reajuste por parte do governo e, sobretudo, sem qualquer bônus aos beneficiários.

O presidente articula, junto à sua equipe econômica, uma cifra em torno de R$ 50 bilhões para custeio do programa, mas frustra-se com os R$ 37,7 bilhões.

Benefícios dentro do novo Bolsa Família

A redação do PLOA de 2022 prevê que, pelo menos, três benefícios sejam integrados ao Auxílio Brasil e, portanto, visando desenvolvimento infanto-juvenil através da transferência de renda. Os benefícios seriam os seguintes:

  • Primeira Infância: que destina-se a crianças de 0 a 3 anos incompletos. Neste caso agrega ao valor já disponibilizado per capita;
  • Composição Familiar: contempla famílias com gestantes e membros entre 3 anos completos e 21 incompletos;
  • Superação da Extrema Pobreza: para pessoas que ainda continuam dentro do grupo que vive em pobreza extrema. É baseado no pagamento dos dois últimos benefícios.

Segunda alternativa para precatórios

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vem levantando uma hipótese que ganhou forças nos últimos dias para a solução dos precatórios. Na proposta, o valor de R$ 89 bilhões poderia ser reduzido para R$ 39,9 bilhões, fazendo com que os gastos do governo sejam menores.

Em linhas gerais, seria o estabelecimento de um limite anual de pagamento, mas que seria corrigido pela inflação. Assim, o governo teria uma previsibilidade melhor para perfilar orçamento. De 2020 para 2021, o aumento dos valores empenhados aos precatórios foi de 62,7%.

Geralmente, esse tipo de elevação é muito relativa e depende da movimentação de sentenças, sem mais recursos, determinados pelo CNJ. A polêmica aprovação do antigo Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) é um exemplo desses precatórios.

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Governo Federal cria nova bandeira tarifária e luz vai para R$ 14,20 kWh - Tribuna do Paraná

O governo federal determinou nesta terça-feira (31) a criação de uma nova bandeira tarifária para arcar com os custos elevados da geração de energia em meio à crise hídrica. O anúncio foi feito pelo Ministério de Minas e Energia após reunião extraordinária da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG).

Na agenda, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou que a arrecadação já realizada por meio das cobranças adicionais da bandeira, no atual patamar vermelho 2, é insuficiente para fazer frente aos custos reais observados e previstos para fazer frente aos próximos meses – que ainda serão secos. “Tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a agência reguladora implemente o patamar específico da Bandeira Tarifária, intitulado “Escassez Hídrica””, informou o MME. O valor será de R$ 14,20 por kWh, com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022.

LEIA TAMBÉM:

>> Salário mínimo de 2022 não deve ter aumento acima da inflação, propõe governo

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Segundo o ministério, a bandeira “Escassez Hídrica” provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados, aqueles que estão ligados às distribuidoras de energia, caso dos residenciais.

A taxa aplicada até este 31 de agosto era de R$ 9,49 por cada 100 quilowatts-hora consumidos, reajustada há dois meses, com acréscimo de 52%. Após aquela alteração já havia expectativa para a nova alta, a ser promovida após uma revisão dos parâmetros de cálculo. Segundo a Aneel, ela seria necessária pois aquele reajuste vigente a partir de julho não acomodaria o preço da geração durante o segundo semestre – o risco foi indicado pela área técnica da Aneel, que sinalizou necessidade de um reajuste total entre 84,3% e 92,3% na bandeira vermelha 2 para dar conta do encarecimento na oferta.

Reajuste na bandeira para pagar pela crise

Os custos na geração de energia tiveram avanço considerável a partir do despacho das usinas térmicas, amplamente acionadas na tentativa de contornar a crise hídrica e evitar o esvaziamento dos reservatórios de hidrelétricas, que se encontram em níveis preocupantes por causa da escassez histórica. No período de doze meses encerrados em julho, a tarifa média de energia no país subiu 20%. O aumento de julho já teve fortes efeitos na inflação, junto com outros fatores como alta das commodities e quebras nas cadeias produtivas.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que haveria novo reajuste. A declaração veio junto com um período de mudança de tom do governo federal em face à crise hídrica, com uma série de anúncios relacionados à economia de energia – voluntária para a indústria e para consumidores de pequeno porte e compulsória no serviço público.

Até o momento, o Ministério de Minas e Energia afasta um cenário de riscos de desabastecimento, mas nota recente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta para risco de apagão caso o país não aumente em 8% a sua oferta de energia entre os meses de setembro e novembro (quando se inicia o período úmido e para quando se espera a retomada das chuvas).

Bônus confirmado para redução do consumo das residências
Junto do anúncio da chamada bandeira tarifária Escassez Hídrica, o Ministério de Minas e Energia confirmou as regras propostas para o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do consumo de energia elétrica, aplicável aos consumidores de pequeno porte, como os residenciais. Eles estará vigente a partir de setembro, com bônus de R$ 50 por 100 kWh reduzidos, limitado à faixa de economia entre 10% e 20%. Consumidores de baixa renda que aderem à tarifa social também poderão participar segundo o MME.

Os recursos para arcar com o “prêmio” aos consumidores engajados virão dos Encargos de Serviço do Sistema (ESS), já cobrados na fatura mensalmente. Segundo o MME, o bônus deve custar cerca de R$ 339 milhões por mês, R$ 1,3 bilhões no período de quatro meses.

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Seguro de automóveis tem novas regras a partir de hoje. Vai ficar mais barato? - Jornal O Globo

RIO - As novas regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para seguros de automóveis começam a valer nesta quarta-feira. E o que todo mundo quer saber é: vão ficar mais baratos?

Na prática, as mudanças se refletem em mais liberdade às seguradoras para o lançamento de apólices customizadas, com diferentes combinações de coberturas e combos para atender à necessidade do consumidor, que devem resultar em preços mais baixos.

Confira:Guia completo de orientações para contratação de seguros

O processo de desregulamentação do mercado do seguro começou em 2019 com vista a ampliar o mercado do setor. De lá pra cá, entre as novas modalidades oferecidas há casos em que a diferença de preço em relação a um seguro convencional ultrapassa a casa dos 40%.

As regras que passam a valer agora vão permitir, por exemplo, que o dono de um veículo opte por uma cobertura para acidentes, como colisões e incêndios, e deixe de fora indenização por furto e roubo. Também será possível optar pela indenização de valor parcial do carro. Tudo isso se refletirá direto no preço, saindo mais barato para o consumidor.

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Outra novidade, será a possibilidade de vinculação do seguro ao condutor. Até aqui o seguro sempre foi vinculado ao carro. Com essa inovação, todos os veículos dirigidos pelo condutor segurado tem garantia ativa.

Esse tipo de seguro, dizem especialistas, pode ter um efeito no custo de locação de carros. Isto porque, no valor do aluguel está embutido o valor do seguro. Esse tipo de apólice pode ser vantajosa para motoristas de aplicativos que costumam alugar veículos para trabalhar.

Entre os novos produtos que começaram a ser oferecidos no mercado a partir da desregulamentação, como o seguro intermitente — em que o cliente pode “ligar e desligar” coberturas e assistências quando quiser — e o  por quilômetro rodado — em que há um cobrança variável pelo uso do veículo —  há redução no valor  que chega a  44% do que seria cobrado numa apólice convencional.

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