BRASÍLIA — Depois de dois anos de recorde na concessão de crédito, que subiu 21,7% durante a pandemia, 2022 tem tudo para ser um ano de inadimplência e de maior dificuldade para obter empréstimos.
As primeiras evidências disso já são visíveis. A que mais chama a atenção é o fato de que o brasileiro nunca recorreu tanto ao rotativo do cartão de crédito quanto agora.
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Esse tipo de financiamento — o mais caro do mercado — alcançou R$ 21,6 bilhões concedidos em outubro, maior valor da série histórica do Banco Central e 29,9% superior ao do mesmo mês de 2019, antes da crise provocada pela Covid-19.
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Em outubro, a taxa de juros do rotativo chegou a 343,55% ao ano, a mais alta desde 2017 após quatro meses seguidos de elevação.
Apelar para o rotativo e parcelar faturas viraram recursos inevitáveis para o trader esportivo Daniel Cury, de 30 anos, nos últimos meses. Com renda mensal oscilando desde o começo da pandemia, o morador do Rio diz já ter usado o crédito do cartão mais de uma vez para despesas mensais.
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Entenda por que o crescimento das dívidas no cartão indica que muita gente está recorrendo ao rotativo para despesas de emergência e o que isso significa para o quadro de inadimplência no país em 2022.
Brasileiro bate recorde no uso do rotativo do cartão de crédito: R$ 21,6 bi só em outubro - Jornal O Globo
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