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Monday, August 30, 2021

Ibovespa fecha em queda de 0,8% na contramão de recordes em Wall Street; dólar cai a R$ 5,19 - InfoMoney

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (30) na contramão do bom desempenho das bolsas em Wall Street. Os índices S&P 500 e Nasdaq bateram recordes históricos puxados pelas altas de ações como Microsoft e Netflix, que avançaram 1,3%, e Apple, que teve valorização de 3%.

Lá fora, o otimismo com o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no final da semana passada continuou. Powell falou na possibilidade de corte dos estímulos do Fed no fim de 2021, mas sem perspectiva de elevação dos juros nos Estados Unidos ainda.

Já aqui, o pregão foi marcado por um movimento de correção depois do benchmark da B3 se valorizar em mais de 2% ao longo da última semana, e por mais preocupações com as notícias que chegam de Brasília.

Segundo Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, os bancos registraram perdas hoje por receios de mais retaliação por parte do governo ao setor financeiro depois de notícias de que a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) pretende emitir um manifesto com pedido de harmonia entre os Três Poderes. A Caixa e o Banco do Brasil (BBAS3) deixaram a instituição em resposta.

“Poderia haver alguma medida da reforma tributária para taxar mais os bancos ou algum outro tipo de votação adiante que prejudique o setor por conta dos bancos estarem sendo mais vocais em críticas ao governo”, avalia.

Tudo isso ocorre com o pano de fundo das manifestações marcadas para o dia 7 de setembro e estimuladas pelo presidente Jair Bolsonaro, que têm pautas como a defesa do voto impresso em 2022 e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as commodities, o petróleo registrou leves ganhos, mas ficou longe das máximas conforme o furacão Ida perdeu força e passou a ser registrado na categoria 1 antes de atingir a terra. O barril do Brent – usado como referência pela Petrobras – subiu 0,74% a US$ 73,23. Os investidores estão atentos à reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na quarta-feira (1).

O Oriente Médio também é destaque por conta da crise do Afeganistão depois de membros do Talibã aparecerem com armamento dos EUA. Fala-se em mais de 20 mil blindados, dezenas de helicópteros, óculos de visão noturna, fuzis e armas leves deixados pelo exército americano no país. Os EUA interceptaram hoje foguetes lançados contra o aeroporto de Cabul.

Já no cenário político, o presidente Jair Bolsonaro continua dobrando a aposta no discurso do confronto, afirmando que as perspectivas para seu futuro só têm três possibilidades: prisão, morte ou vitória.

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O mercado também voltou a se preocupar com a China, que anunciará novas regras para que empresas de internet do país lancem papéis nos EUA, segundo informações do Wall Street Journal.

O Ibovespa teve queda de 0,78%, a 119.739 pontos com volume financeiro negociado de R$ 21,478 bilhões. O índice, contudo, amenizou as perdas em comparação com a mínima do dia, quando chegou a recuar mais de 1%.

Enquanto isso, o dólar comercial registrou leve queda de 0,12% a R$ 5,189 na compra e a R$ 5,189 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em setembro tem leve baixa de 0,27% a R$ 5,189.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu um ponto-base a 6,74%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de quatro pontos-base a 8,41%, o DI para janeiro de 2025 recuou cinco pontos-base a 9,35% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de quatro pontos-base a 9,73%.

Relatório Focus

Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, revelou o Relatório Focus do Banco Central. De uma expansão de 5,27%, agora projeta-se um alta de 5,22%. Para 2022, as expectativas se mantiveram em avanço de 2,00%.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 a média das estimativas novamente foi elevada, desta vez de 7,11% para 7,27%. Para 2022, por sua vez, as previsões subiram de 3,93% para 3,95%.

Sobre o dólar, as projeções também foram elevadas, e agora espera-se que a moeda dos Estados Unidos encerre o ano cotada a R$ 5,15, ante os R$ 5,10 previstos na semana passada. Para 2022 as expectativas mantiveram-se em dólar a R$ 5,20.

Por fim, para a taxa básica de juros, Selic, as estimativas dos economistas continuaram em 7,50% ao ano ao final de 2021 e em 7,50% ao ano também ao fim de 2022.

Covid, CPI e Covaxin

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No domingo (29), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 679, o quarto dia abaixo de 700. Em apenas um dia, foram registradas 278 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em 7 dias foi de 24.390, o patamar mais baixo desde 12 de novembro. Em apenas um dia foram registrados 11.855 novos casos.

Chegou a 129.114.566 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 60,53% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 60.364.051 pessoas, ou 28,3% da população.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) formalizou na sexta-feira a rescisão unilateral do contrato com a Precisa Medicamentos e com o laboratório indiano Bharat Biotech para compra de 20 milhões de doses da vacina contra Covid-19 Covaxin. O contrato de compra colocou o presidente como alvo de um inquérito criminal e também está sob investigação da CPI da Covid no Senado.

No documento que confirma a rescisão, o Ministério da Saúde informa que a decisão decorre da não obtenção de autorização para uso emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme determinação prevista em lei e no contrato.

O governo federal havia assinado em fevereiro um contrato de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, mesmo sem o aval da Anvisa para a vacina indiana. Foi o valor mais caro por dose de imunizante contratado pelo governo, acima dos produtos de Pfizer, AstraZeneca ou Sinovac.

Há dois meses, o Ministério da Saúde já havia suspendido o contrato de importação do imunizante, após orientação da Controladoria-Geral da União.

Em entrevistas e depoimentos, o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, disseram ter relatado suspeitas de irregularidades no contrato com a Covaxin a Bolsonaro, o que levou o presidente para o centro da CPI da Covid.

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Após isso, Bolsonaro virou alvo de um inquérito perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar eventual prevaricação por supostamente não ter agido ante os alertas de suspeitas no contrato.

Além disso, na sexta o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a adoção do chamado passaporte de vacinação, que vem sendo anunciado por algumas cidades com vistas a obrigar a apresentação de comprovante de imunização contra a Covid-19 para entrada em eventos e estabelecimentos, argumentando que a medida restringiria liberdades.

A declaração do ministro, que também disse que pode se criar uma “indústria da multa” com a obrigatoriedade de vacinação para frequentar locais públicos e do uso de máscaras, vem após a prefeitura do Rio de Janeiro anunciar que obrigará a comprovação de vacinação a partir de setembro.

A prefeitura de São Paulo também pretende anunciar nos próximos dias as regras para um passaporte de vacinação na cidade, após recuar de normas inicialmente anunciadas pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Crise hídrica e energética, teto de gastos, indicadores fiscais e instabilidade institucional

Na sexta, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a conta de luz dos brasileiros permanecerá em setembro com a bandeira tarifária vermelha patamar 2, o nível mais elevado de custos extras, em meio à grave crise hídrica enfrentada pelo país.

A crise hídrica demanda um acionamento maior de termelétricas, cujos custos mais elevados são repassados aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias. Apesar do anúncio, a entidade ainda não definiu o valor para a bandeira no mês que vem.

Em nota, a Aneel afirmou que os valores estão em análise e serão divulgados posteriormente em agosto, a bandeira vermelha patamar 2 teve custo adicional de R$ 9,492 para cada 100 kilowatts-hora consumidos.

Previsões divulgadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na sexta-feira indicam que todos os subsistemas do país permanecerão com chuvas abaixo da média nas áreas dos reservatórios de usinas hidrelétricas, que enfrentam a pior seca em mais de 90 anos.

Segundo a Aneel, a conjuntura indica “necessidade de acionamento máximo dos recursos termelétricos, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico”.

Além disso, no evento Esfera Brasil, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na sexta, em São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reiterou a defesa da manutenção do teto de gastos e descartou a possibilidade de romper o mecanismo para o pagamento do Auxílio Brasil, programa social que o governo do presidente Jair Bolsonaro pretende criar para substituir o Bolsa Família.

Lira também reafirmou que o teto de gastos não será violado para pagar o auxílio emergencial dos vulneráveis afetados pela pandemia de Covid-19 ou para pagar precatórios.

“Nós iremos cuidar do que nós nos comprometemos antes da eleição, é cuidar para não perder nunca o foco da responsabilidade fiscal junto da manutenção da democracia”, disse Lira.

No mesmo evento, Lira afirmou que a tributação sobre o capital será neutra na atual proposta de reforma tributária que tramita na Casa. Ele defendeu o conceito de reduzir a tributação sobre as empresas e, ao mesmo tempo, aumentar a tributação daqueles que ganham mais, incluindo sobre dividendos. Mas negou que a intenção das mudanças seja prejudicar os mais ricos.

O presidente da Câmara classificou como uma “anomalia” o que chamou de milionários “tax free”, que ele disse operar praticamente como “Suíças individuais”.

Também no evento da Febraban, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que os dados fiscais do país estão próximos aos níveis estimados antes da pandemia. Ele disse avaliar que o descolamento da percepção dos agentes de mercado se deu por avaliação de que diversas medidas recentes do governo visavam um aumento do Bolsa Família no ano que vem.

Campos Neto frisou a fala de Lira mais cedo no mesmo evento, assegurando compromisso com o teto de gastos.

“Entendendo obviamente que tem ruído, que nós temos uma eleição, que existe uma vontade sempre de associar o processo eleitoral com as medidas que estão sendo feitas, mas o fato é o seguinte: o Brasil fez medidas estruturantes quando ninguém estava fazendo e está fazendo medidas estruturantes dentro do regime de responsabilidade fiscal”, disse Campos Neto.

Ele afirmou que os dados da dívida bruta e do resultado primário estão próximos aos estimados antes da pandemia. “Cadê a deterioração? Os números não mostram isso”, afirmou. Ele defendeu que o país precisa se comunicar com eficiência para ganhar credibilidade e atrair investimentos.

Na sexta, o Banco Central divulgou novas regras de segurança para o Pix, que são também aplicáveis a outros meios de pagamento, incluindo o estabelecimento de um limite de R$ 1.000 para operações entre pessoas físicas das 20h às 6h.

Segundo o ​diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Mello, o teto foi adotado porque 90% das transações via Pix feitas nesse período têm montantes iguais ou menores que R$ 500.

Entre as medidas anunciadas, também está sendo fixado um prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para as instituições efetivarem pedido feito pelos clientes de aumento dos limites de transação.

​​A investida vem após uma série de notícias a respeito do crescimento de crimes, incluindo sequestros relâmpagos, após o advento do Pix, que permite transferências imediatas feitas nos sete dias da semana e a qualquer horário.

Segundo reportagens de capa dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo, cerca de 200 entidades empresariais, lideradas pela Fiesp e pela Febraban devem lançar na terça um manifesto em que pregam harmonia institucional e expressam preocupação com a escalada da tensão política. O texto tem apenas três parágrafos não deve citar o presidente Jair Bolsonaro.

Depois da notícia, Arthur Lira conversou com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e disse que o manifesto não será divulgado até o dia 7 de setembro. “A nota não é da Febraban, é da Fiesp com a participação de mais de 200 entidades do setor produtivo. Virou uma nota da Febraban com reflexos para a Caixa e BB, desproporcional aos seus interesses” disse Lira.

Radar corporativo

Mosaico (MOSI3)

A Mosaico anunciou na sexta-feira o nome de Mauricio Cascão como novo CEO do grupo. O executivo entra no lugar de Thiago Flores, que passa a ocupar um assento no Conselho de Administração da companhia, como observador.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras assinou na sexta-feira contrato para a venda da totalidade de sua participação acionária de 93,7% na empresa Breitener Energética S.A. (Breitener), localizada no estado do Amazonas, para a Breitener Holding Participações S.A., subsidiária integral da Ceiba Energy LP.

O valor da venda é de R$ 304 milhões, sendo R$ 251 milhões a serem pagos em seu fechamento, sujeito aos ajustes previstos no contrato, e R$ 53 milhões em pagamento contingente, atrelado à remuneração futura da Breitener na venda de energia. O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
LAME4 2.85714 6.12
AMER3 2.68664 43.19
TOTS3 1.06383 39.9
CVCB3 0.77626 22.07
ABEV3 0.76291 17.17

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
CYRE3 -4.03566 20.45
COGN3 -3.83481 3.26
YDUQ3 -3.46842 26.44
AZUL4 -3.26781 37.89
GOLL4 -3.12801 20.13

Ainda em destaque, acionistas da Petrobras reconduziram sete membros do conselho de administração, todos indicados pela União, e elegeram um candidato indicado por minoritários, durante assembleia geral na sexta-feira.

Com a eleição, a Petrobras passará a contar com um total de três membros indicados por minoritários, sete indicados pela União e um por trabalhadores, considerando os assentos que não estiveram em jogo nessa reunião. O resultado frustrou expectativas de acionistas minoritários, que conseguiram eleger apenas um nome, Marcelo Gasparino, quando buscavam avançar em mais cadeiras do colegiado. Os minoritários tinham três candidatos.

Vibra Energia (BRDT3)

O conselho de administração da Vibra Energia, antiga BR Distribuidora, aprovou na sexta-feira a terceira emissão de debêntures da companhia, no valor total de R$ 800 milhões, informou a empresa em fato relevante. Segundo a Vibra, as debêntures terão prazo de dez anos a partir da data de emissão, vencendo em 11 de setembro de 2031. Elas serão vinculadas a certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) de emissão da Virgo Companhia de Securitização.

“A emissão das debêntures está alinhada ao direcionamento estratégico da Companhia de constante avaliação de alternativas de captação de recursos para otimização da sua estrutura de capital e financeira”, afirmou a companhia.

IPO

A provedora de serviços de computação em nuvem, cibersegurança e dados Claranet Technology pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), em busca de recursos para crescer via aquisições, segundo prospecto da operação publicado na sexta-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No documento, a Claranet afirma que pretende usar cerca de 84% dos recursos da venda de ações novas para comprar outras empresas, usando o restante para financiar seu crescimento orgânico e para pagar despesas

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Microempreendedores individuais (MEIs) devem regularizar dívidas até terça-feira - G1

MEIs precisam regularizar débitos

MEIs precisam regularizar débitos

Os microempreendedores individuais (MEIs) que estão devendo impostos deverão regularizar suas dívidas até esta terça-feira (31). O pagamento de débitos pode ser feito utilizando o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), ou o parcelamento, que podem ser efetuados diretamente no Portal do Simples Nacional. O DAS também pode ser emitido pelo App MEI, disponível para celulares Android ou iOS.

A partir de setembro, a Receita Federal encaminhará os débitos apurados nas Declarações Anuais Simplificadas para o Microempreendedor Individual (DASN-Simei) não regularizados para inscrição na chamada dívida ativa. Essa dívida será cobrada na Justiça com juros e outros encargos previstos em lei.

Se regularizar sua situação, o MEI evitará a cobrança judicial da dívida inscrita e outras consequências como deixar de ser segurado do INSS, perdendo os benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio doença, entre outros; ser excluído dos regimes Simples Nacional e Simei pela Receita Federal, estados e municípios; ter dificuldade na obtenção de financiamentos e empréstimos.

Os débitos em cobrança podem ser consultados no PGMEI (versão completa), com certificado digital ou código de acesso, na opção "Consulta Extrato/Pendências > Consulta Pendências no Simei”. Esta opção também permite a geração do DAS para pagamento.

Em caso de não pagamento dos débitos, o envio dos débitos à dívida ativa será da seguinte forma:

  • Dívida previdenciária (INSS) e demais tributos federais serão encaminhados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União, com acréscimo de 20% a título de encargos
  • Dívida relativa a ISS e/ou ICMS será transferida ao município ou ao estado, conforme o caso, para inscrição em Dívida Ativa Municipal e/ou Estadual, com acréscimo de encargos de acordo com a legislação de cada ente.

Após a inscrição em dívida ativa, o recolhimento do débito de INSS deverá ser realizado em DAS DAU (documento específico para Dívida Ativa da União), enquanto o de ISS e ICMS diretamente em guia própria do município ou estado responsável pelo tributo.

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IGP-M: inflação do aluguel desacelera a 0,66% em agosto e fica abaixo da expectativa do mercado - InfoMoney

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou de 0,78% em julho para 0,66% em agosto, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A inflação acumulada pelo índice em 12 meses cedeu de 33,83% para 31,12% no período. O resultado ficou abaixo da mediana de mercado apurada pelo Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,78% para o índice. O piso da pesquisa era de variação de 0,45% e o teto, de 1,42%.

Nas aberturas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) desacelerou de 0,71% para 0,66%. O indicador acumula alta de 39,97% nos 12 meses encerrados em agosto e de 20,62% em 2021.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também arrefeceu, de 0,83% em julho para 0,75% em agosto. Em 12 meses, o índice acumula inflação de 8,60% e, em 2021, de 5,05%.

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) desacelerou de 1,24% para 0,56% no período. o indicador acumula alta de 17,05% em 12 meses e de 11,37% no ano.

Três das oito classes de despesa componentes do IPC-M registraram decréscimo em suas taxas de agosto. A principal contribuição foi de Educação, Leitura e Recreação, que passou de 2,16% para 0,53%, puxada por passagem aérea (24,69% para 3,17%).

Também apresentaram alívio em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,66% para 1,05%) e Comunicação (0,00% para -0,11%). Neles, os maiores pesos de itens foram de tarifa de eletricidade residencial (5,87% para 3,26%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,02% para -0,26%).

Na direção oposta, cinco classes de despesas avançaram em relação a julho, com destaque para Alimentação (0,59% para 1,17%). A maior pressão veio do segmento de hortaliças e legumes, que passou de deflação de 5,13% para inflação de 5,42%.

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Saúde e Cuidados Pessoais (-0,07% para 0,42%), Despesas Diversas (0,06% para 0,19%), Transportes (0,73% para 0,76%) e Vestuário (0,26% para 0,29%) também registraram aceleração na passagem de julho para agosto do IPC-M. As maiores influências nesses grupos partiram de plano e seguro de saúde (-1,27% para 0,42%), serviços bancários (0,01% para 0,24%), etanol (-1,26% para 0,70%) e acessórios do vestuário (-0,14% para 0,46%).

Influências individuais

Segundo a FGV, os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-M em agosto foram cebola (-14,07% para -14,29%), arroz (-1,79% para -1,89%) e mamão papaia (-0,68% para -6,52%). Combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,02% para -0,26%) e alho (-2,39% para -3,34%) completam a lista.

As principais influências individuais de alta foram tarifa de eletricidade residencial (5,87% para 3,26%), gasolina (1,44% para 1,55%) e tomate (2,18% para 4,60%), seguidas por gás de botijão (4,05% para 3,34%) e passagem aérea (24,69% para 3,17%).

IPAs

Os preços ao produtor industrial tiveram deflação de 1,25% no IGP-M de agosto, após alta de 1,50% em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O grupo puxou a desaceleração do IPA-M no período, de 0,71% para 0,66%.

Em movimento oposto, o IPA-M agropecuário também inverteu o sinal e avançou 5,70% no mês, após registrar deflação de 1,33% em julho.

O IPA-M acumula inflação de 39,97% nos 12 meses encerrados em agosto, com altas de 47,91% dos preços ao produtor agropecuário e de 37,0% dos preços ao produtor industrial.

Nas aberturas por estágios de processamento, a desaceleração do índice na margem foi puxada pelas matérias-primas brutas. Os preços do grupo caíram 1,64% em agosto, após alta de 0,09% em julho.

O recuo da taxa foi puxado pelo minério de ferro (2,70% para -15,32%), bovinos (1,73% para -0,34%) e leite in natura (5,74% para 2,32%). Na outra ponta, ajudaram a conter a deflação do grupo a soja em grão (-5,92% para 7,78%), milho em grão (-4,58% para 10,97%) e café em grão (0,04% para 20,98%).

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Os bens finais aceleraram de 1,08% em julho para 2,22% em agosto, puxados pelo subgrupo de alimentos in natura (-1,14% para 8,28%). Os bens intermediários também avançaram, de 1,15% em julho para 2,11% em agosto, pressionados por materiais e componentes para a manufatura (0,11% para 1,68%).

As matérias-primas brutas acumulam inflação de 48,27% em 12 meses. Nesta base, a alta é de 25,08% para os bens finais e de 45,27% para os bens intermediários.

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Gasolina já supera R$ 7 em três regiões, diz ANP; Sul lidera com R$ 7,219 o litro - InfoMoney

O preço do litro da gasolina já ultrapassa os R$ 7 em três regiões do País – Norte, Sudeste e Sul -, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana de 22 e 28 de agosto. Neste mês, a gasolina acumula alta de 2,2%, sendo 0,5% somente na última semana.

O preço mais caro da gasolina foi encontrado pela ANP em Bagé, no Rio Grande do Sul (R$ 7,219/litro), e o mais barato, em alguns municípios de São Paulo, inclusive a capital (R$ 5,099/litro). O preço médio do País ficou em R$ 5,982 por litro na semana passada.

O último aumento da gasolina foi realizado nas refinarias da Petrobras em 12 de agosto, da ordem de 3,5%. No ano, o combustível já subiu cerca de 51%.

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Segundo analistas, apesar dos 20 aumentos já aplicados na gasolina este ano, ainda existe defasagem em relação ao mercado internacional, o que deve ser recomposto gradualmente pela Petrobras ao longo do tempo, à medida em que o preço do petróleo evolui no mercado internacional.

Nesta segunda-feira (30), o petróleo reduzia perdas registradas na semana passada e operava cotado a US$ 71,61 o barril do tipo Brent.

Além do impacto da alta do petróleo, o preço da gasolina no posto de abastecimento também tem sido afetado pela adição do etanol, produto também em alta no mercado, cuja mistura obrigatória ao combustível fóssil é da ordem de 27%.

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Projeção para a inflação em 2021 tem 21ª alta consecutiva e chega a 7,27%, mostra Focus - InfoMoney

SÃO PAULO – O mercado financeiro voltou a elevar suas projeções para a inflação este ano, pela 21ª semana consecutiva, desta vez, de 7,11% para 7,27%. Os dados constam no relatório Focus, publicado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (30).

Antes da primeira elevação, em 2 de abril, as estimativas apontavam para inflação de 4,81% em 2021.

O movimento de alta também foi visto nas projeções para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022, que subiram de 3,93% para 3,95% – o sexto aumento seguido.

Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, avançou 0,89% ante julho – acima da alta de 0,82% esperada por economistas consultados pela Refinitiv e o maior resultado para um mês de agosto desde 2002.

No período, a grande vilã foi a energia elétrica, que teve aumento de 5%. E tudo indica que a conta de luz deverá continuar pressionando o indicador nos próximos meses, dado que a crise hídrica permanece.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,81% e, nos últimos 12 meses, de 9,30%.

Em meio à pressão inflacionária, o mercado financeiro tem esperado juros mais altos do que os estimados no início do ano. Para dezembro, as apostas apontam para uma taxa Selic de 7,50% ao ano, com a manutenção neste patamar até o fim de 2022 – sem alterações em relação à semana anterior.

Assim como no último levantamento, é esperado aumento de um ponto percentual da Selic em setembro, para 6,25% ao ano, seguido de um aumento de 0,75 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro.

No que tange às expectativas para o desempenho da atividade brasileira, houve redução na estimativa para o crescimento da economia em 2021, de 5,27% para 5,22%. Já para 2022, o Focus manteve a estimativa de expansão de 2,00% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Por fim, no câmbio, os economistas esperam dólar negociado a R$ 5,15 em dezembro (acima dos R$ 5,10 esperados anteriormente), e a R$ 5,20, ao fim de 2022 – o mesmo da semana anterior.

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Projeção para a inflação em 2021 tem 21ª alta consecutiva e chega a 7,27%, mostra Focus - InfoMoney
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Inflação medida pelo IGP-M desacelera em agosto, mas acumula avanço de 31,12% em 12 meses - G1

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou em 0,66% em agosto, ante avanço de 0,78% em julho, informou nesta segunda-feira (30) a Fundação Getulio Vargas. Com o resultado, passou a acumular alta de 16,75% no ano e de 31,12% em 12 meses.

O IGP-M também é conhecido como 'inflação do aluguel', por servir de parâmetro para o reajuste de contratos de locação residencial. Além da variação dos preços ao consumidor, o índice também acompanha o custo de produtos primários, matérias-primas e dos insumos da construção civil.

Variação mensal do IGP-M — Foto: Economia G1

Variação mensal do IGP-M — Foto: Economia G1

Em agosto de 2020, o IGP-M acumulava alta de 13,02% em 12 meses.

“Se não fosse a crise hídrica, o IGP-M apresentaria desaceleração mais forte. No IPA, culturas afetadas pela estiagem, como milho (-4,58% para 10,97%) e café (0,04% para 20,98%) registraram forte avanço em seus preços. No âmbito do consumidor, o preço da energia, para a qual é esperado novo reajuste em setembro, registrou alta de 3,26%, sendo a principal influência para a inflação ao consumidor”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

A pressão de energia elétrica levou a prévia da inflação oficial do Brasil a disparar para o nível mais alto para um mês de agosto em quase duas décadas, mostraram dados do IBGE na semana passada.

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Composição do índice

A desaceleração do IGP-M refletiu principalmente a queda de 1,64% do grupo matérias-primas brutas, que havia avançado 0,09% no mês anterior. Os principais responsáveis por essa leitura foram os itens minério de ferro (2,70% para -15,32%), bovinos (1,73% para -0,34%) e leite in natura (5,74% para 2,32%).

Veja abaixo a composição do IGP-M:

  • O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui peso de 60% na composição do IGP-M, subiu 0,66% em agosto, ante 0,71% em julho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais subiu 2,22% em agosto e a taxa do grupo Bens Intermediários avançou 2,11%. Já o estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 1,64% em agosto. Os itens que mais pesaram no mês foram soja em grão (7,78%), milho (10,97%), café (20,98%), adubos ou fertilizantes (10,62%) e carne de aves (8,38%). Por outro lado, as quedas mais relevantes foram nos preços preços do minério de ferro (-15,32%), carne bovina (-1,42%), bovinos (-0,34%) e fios, cabos e condutores elétricos isolados (-1,10%).
  • O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, variou 0,75% em agosto, ante 0,83% em julho. Entre as maiores altas no mês, destaque para tarifa de energia residencial (3,26%), gasolina (1,55%), tomate (14,60%) e gás de bujão (3,34%).
  • O Índice de Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% no IGP-M, subiu 0,56% em agosto, ante 1,24% no mês anterior. Os três grupos componentes do indicador registraram as seguintes variações: materiais e equipamentos (1,52% para 1,17%), serviços (0,65% para 0,78%) e mão de obra (1,12% para zero).

"Obviamente estamos num patamar elevado de inflação e esta melhora relativa não será sentida pela sociedade de maneira geral, contudo nós chama atenção a queda na aceleração dos preços ao consumidor que caiu de 0,83% para 0,75% sugerindo que há certa estabilização na margem", avaliou, em nota, o economista da Necton, André Perfeito.

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