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Monday, June 5, 2023

CVC (CVCB3): ações saltam com visão positiva sobre novo CEO e aporte de fundador da companhia - InfoMoney

Na noite da última sexta-feira (2), a CVC (CVCB3) comunicou em fato relevante que celebrou um acordo de investimento com o GJP Fundo de Investimento em Ações, do fundador e antigo controlador da companhia Guilherme Paulus, com a interveniência de fundos de investimento geridos pelo Opportunity, pelo qual Paulus se comprometeu a investir R$ 75 milhões na eventual e futura oferta pública de distribuição primária de ações.

A companhia também anunciou que o conselho de administração elegeu Fabio Martinelli Godinho para o cargo de diretor presidente, com efeitos desde o último sábado (3).  Godinho atuou na CVC Viagens como diretor de Novos Negócios em 2008, participando ativamente do deal com o Carlyle Group e mais tarde como vice-presidente de produtos e marketing da operadora, com participação ativa na preparação para o IPO da empresa em dezembro de 2013. O executivo teve passagem também por diversas outras empresas.

Com isso, às 10h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira (5), as ações subiam 5,28%, a R$ 3,79, entrando em leilão posteriormente para voltar a negociar com uma alta ainda mais expressiva. Às 10h37, os ativos subiam 7,22%, a R$ 3,86.

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A potencial oferta, os termos e condições, inclusive volume e cronograma, ainda serão avaliados pela companhia em linha com a obrigação assumida no contexto do reperfilamento de sua dívida.

Segundo o fato relevante, o investimento de Paulus deverá corresponder a até R$ 3 por ação e ele não participará, direta ou indiretamente, do procedimento de bookbuilding. A oferta deverá ser efetivada em até 60 dias, em mercado de balcão não organizado, com possibilidade de esforços de colocação no exterior. O valor bruto da oferta será de, no mínimo, R$ 200 milhões, com potencial de captação adicional de, no mínimo, R$ 100 milhões.

Além disso, deve ser celebrado um acordo de voto entre o investidor e os acionistas para regular temporariamente compromisso de voto conjunto para nomeação, composição e eleição de membros do conselho de administração e da diretoria, o qual não tem a finalidade de criar bloco de controle, segundo a companhia. O acordo prevê ainda que de hoje até 90 dias após a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), Paulus e os acionistas estarão sujeitos restrição de venda das ações subscritas na potencial oferta (lock up).

No geral, os analistas do JPMorgan viram o anúncio como positivo, uma vez que (a) traz um CEO com experiência, que já conhece a empresa e carrega uma vasta experiência no segmento de turismoo, enquanto (b) há um compromisso firme de valores que correspondem a cerca de 40% do total do aumento de capital, além de trazer de volta o fundador para a empresa.

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Ainda assim, a equipe de análise do banco continua com recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para os ativos CVCB3, vendo uma perspectiva operacional desafiadora além do balanço patrimonial esticado que limita o potencial da CVC.

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Sunday, June 4, 2023

OPEP+ fecha acordo para estender cortes na produção de petróleo até 2024 - InfoMoney

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) chegou a um acordo neste domingo (4) para estender os cortes de produção até 2024 e dar aos Emirados Árabes Unidos uma cota maior no próximo ano, de acordo com um comunicado do grupo.

A Arábia Saudita fará um corte voluntário adicional de 1 milhão de barris de petróleo por dia, como parte de um acordo fechado pela OPEP + após horas de tensas negociações, anunciou o ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, em outro comunicado, que surpreendeu por seu teor.

Dessa forma, a mudança saudita, adicionando um corte voluntário, foi a parte mais significativa do acordo, que também inclui um para estender os cortes voluntários até 2024. O príncipe Abdulaziz já havia lançado alerta a especuladores para tomarem “cuidado”, com os rumos do preço do petróleo.

No entanto, os Emirados Árabes Unidos foram os principais vencedores das negociações deste final de semana. O país conseguiu melhorar sua cota para o ano que vem, às custas dos membros africanos, que foram solicitados a desistir de parte não utilizada.

O acordo final chegou após longas negociações com os membros africanos sobre o tamanho de seus cortes, o que atrasou o início da conferência do grupo em várias horas. O desacordo gerou uma série de reuniões paralelas enquanto os ministros discutiam os detalhes.

Todos os países terão suas capacidades de produção revisadas de olho nas linhas de base, afirmou o comunicado da OPEP.

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OPEP quer restringir produção para elevar preços

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados buscaram um acordo, neste final de semana em Viena, de novas restrições na produção como forma impulsionar os preços da commodity. Há dois meses, foi anunciado um corte surpresa na produção.

O petróleo se recuperou brevemente após este anúncio em abril, mas desde então dados econômicos fracos da China e temores de recessão pesaram sobre os futuros do petróleo, que caíram 11% em Nova York em maio.

Perda de impulso – Preços do petróleo se recuperaram após OPEP+ anunciar cortes em abril, mas desde então diminuíram

OPEP+ fecha acordo para estender cortes na produção de petróleo até 2024

Leia também:

Destaques da reunião da OPEP+:

  • A Arábia Saudita fará um corte voluntário adicional de fornecimento de 1 milhão de barris por dia em julho;
  • Emirados Árabes Unidos são considerados vencedores da reunião, pois elevaram suas cotas de produção;
  • Os africanos, ao contrário, perderam espaço na produção mundial, por conta de cotas não utilizadas;
  • Emirados Árabes Unidos, que insinuavam sair da OPEP, dizem que continuarão no órgão;
  • Cortes voluntários serão estendidos até o final de 2024.

Saiba mais

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OPEP+: Confira os desdobramentos do encontro*

*Horários são de Viena (+5 horas em relação a Brasília)

O que esteve em jogo na reunião da OPEP?

20h20 – Depois de uma reunião tensa, o grupo OPEP+ finalmente chegou a um acordo que parece oferecer cortes de produção para 2024, mas na realidade vai entregar o oposto.

Para o restante deste ano, a única mudança é um segundo corte unilateral da Arábia Saudita, que reduzirá sua produção em mais 1 milhão de barris por dia no mês de julho. Essa redução adicional poderia ser estendida por mais tempo, embora o ministro da Energia, príncipe Abdulaziz, tenha se recusado a trazer a trazer mais detalhes.

O corte adicional levará a produção saudita para abaixo de 9 milhões de barris por dia pela primeira vez em mais de uma década, excluindo as circunstâncias extraordinárias do ataque à sua instalação de produção de Abqaiq e a pandemia de Covid 19.

Os membros da África Ocidental da OPEP, juntamente com vários dos aliados não pertencentes à OPEP no grupo OPEP + mais amplo, concordaram em aceitar metas de produção mais baixas para 2024, com base em avaliações de suas capacidades reais de produção.

As novas metas para Angola, Nigéria, Congo e Rússia serão avaliadas de forma independente e poderão ser alteradas novamente antes de entrarem em vigor.

Esses novos alvos não removerão nenhum barril físico do mercado, mas aproximarão seus alvos de suas reais capacidades de produção.

Compensando esses cortes nas metas, os Emirados Árabes Unidos verão sua meta aumentar em 200.000 barris por dia a partir de janeiro.

Emirados Árabes Unidos continuam na OPEP

19h45 – O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, agradeceu a seus colegas pelo aumento de sua cota e expressou a lealdade do país ao cartel. “Sempre apoiaremos a Opep e sempre estaremos juntos”, disse ele.

Essa é uma declaração importante, já que o país insinuou com a ideia de deixar a Opep, ameaçando sair da organização no passado, caso o país não conseguisse uma cota maior de produção mundial.

Príncipe Abdulaziz diz que fará ‘o que for necessário’

19h25 – O príncipe Abdulaziz prometeu fazer o que for preciso para estabilizar o mercado de petróleo, que sofre com a demanda incerta e os fracos dados econômicos chineses. “Faremos o que for necessário para trazer estabilidade a este mercado”, disse ele a repórteres em Viena. Ele descreveu o corte extra voluntário dos sauditas em seus habituais termos vívidos: “Queríamos cobrir o bolo com a cobertura”.

Os níveis sauditas ficarão mais baixos

19h10 – A Arábia Saudita deve cortar sua produção para abaixo de 9 milhões de barris por dia em julho e pode estender seu corte voluntário adicional além disso. Esse seria o nível de produção mais baixo do reino desde junho de 2021, quando a produção estava se recuperando lentamente das profundezas da pandemia de Covid 19. Além do corte voluntário de 500.000 barris por dia anunciado em abril, o príncipe Abdulaziz bin Salman anunciou uma redução adicional de 1 milhão de barris por dia para o próximo mês.

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Arábia corta sozinha novamente

19h00 – A Arábia Saudita está realizando um corte unilateral voluntário de 1 milhão de barris por dia em julho, por um mês que pode ser prorrogado. É a parte mais significativa do acordo deste domingo e cumpre o alerta do príncipe aos especuladores para “cuidado”.

Detalhes dos números acordados na reunião da OPEP+

18h45 – O grupo mantém suas metas oficiais de produção inalteradas pelo resto do ano, com os cortes voluntários de produção anunciados em abril seguindo em vigor, mas de forma voluntária. As metas de produção de vários países foram revisadas para 2024, com os Emirados Árabes Unidos obtendo um aumento de cerca de 200.000 barris por dia em sua meta e Angola, Guiné Equatorial, Gabão, Nigéria, Azerbaijão, Brunei, Malásia e Sudão todos vendo suas alocações cortadas .

O aumento da meta dos Emirados Árabes Unidos levará a um aumento de barris reais chegando ao mercado, enquanto os cortes nas metas para os demais não tirarão nenhum barril físico do mercado. Eles simplesmente alinharão as metas com o que esses países estão realmente produzindo. O efeito líquido – mais petróleo da OPEP+ no início do ano que vem – supondo que nada mude entre agora e depois.

Expectativa fica por conta dos detalhes de corte da Arábia Saudita, que devem vir em coletiva de imprensa em Viena.

Cortes voluntários estendidos até o final de 2024

18h30 – Os membros da Opep+ e seus aliados concordaram em estender os cortes voluntários anunciados em abril até o final de 2024, informou o cartel em comunicado. A Rússia seguirá o mesmo caminho, com cortes voluntários.

Ministros chegam a acordo após horas de conversações

17h30 – Os membros da Opep+ chegaram a um acordo para estender seu acordo de cortes de produção até 2024, disseram os delegados, sem dar mais detalhes sobre o tamanho das restrições de oferta. Os produtores africanos já haviam se oposto às exigências de que abrissem mão de algumas de suas cotas de produção não utilizadas no interesse de um acordo mais amplo.

Palestras em andamento após a reunião do painel

15h47 – As conversas entre os membros da OPEP + ainda estão em andamento depois que a Reunião do Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial terminou sem uma recomendação formal, de acordo com um delegado.

As discussões estão centradas nas cotas de produção a partir das quais os cortes são calculados, com algumas nações africanas se opondo às propostas, disseram os delegados.

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Algumas autoridades africanas são vistas deixando a sede da OPEP

14h45 – Alguns responsáveis ​​das delegações de Angola e Gabão foram vistos a deixar o Secretariado da OPEP. Dentro do prédio, os ministros da Opep+ ainda estavam negociando as cotas dos membros africanos, disse um delegado.

Conversas sobre cotas africanas continuam

14h22 – Os ministros continuam a negociar uma maneira de superar a relutância dos membros africanos em ajustar suas cotas, enquanto a reunião do Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial continua. Angola está entre os países que resistem e o acordo ainda não foi fechado, disseram os delegados.

A relutância de Angola

14h16 – Não é de surpreender que Angola se oponha a qualquer acordo que reduza seu nível de produção de referência. Mesmo que a mudança não afetasse a produção atual do país – o que não é uma conclusão precipitada – certamente determinaria as futuras.

Angola mantém ambições de reverter os recentes declínios em sua capacidade de produção de petróleo e a última coisa que deseja é uma cota restritiva de produção da OPEP + que prejudicaria sua atratividade para investidores estrangeiros.

No curto prazo, planeja aumentar as exportações de petróleo em julho para o nível mais alto desde outubro de 2020. Embora, em 1,24 milhão de barris por dia, eles ainda não levem os níveis de produção perto de sua meta atual, que é de 1,455 milhão barris por dia.

Vários novos campos de petróleo offshore devem entrar em operação no próximo ano ou dois, incluindo 30.000 barris por dia da TotalEnergies Begonia para Pazflor no próximo ano. A longo prazo, o país assinou um acordo principal com a TotalEnergies para dois blocos de exploração offshore na Bacia do Kwanza, que fica ao largo da costa sul do país da África Ocidental.

Painel Ministerial inicia negociações

13h24 – O Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial, que supervisiona o acordo da OPEP+, iniciou sua reunião, disseram os delegados.

Reunião adiada novamente

12h12 – A Opep+ adiou o início da reunião do comitê conjunto, que estava marcada para começar às 12h, enquanto as conversas informais entre os membros para chegar a um acordo sobre a produção continuam, disseram os delegados.

Início da reunião atrasado

11h17 – O início da reunião foi adiado em uma hora enquanto as negociações entre os membros continuam, disseram os delegados. O Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial está programado para começar às 12h, seguido pela conferência completa da OPEP + às 13h, disseram eles.

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Congo diz que acordo ainda está em andamento

11h05 – O Ministro dos Hidrocarbonetos da República do Congo, Bruno Jean-Richard Itoua, quando questionado sobre possíveis revisões nas linhas de base de produção dos países africanos, disse a repórteres que o grupo ainda está trabalhando em um acordo. Os Emirados Árabes Unidos e Angola estão neste momento a discutir o assunto, disse um delegado.

Ministros chegam à sede da OPEP

10h57 – Delegações nacionais, incluindo Venezuela, Kuwait e Iraque, chegaram à sede da Opep em Viena antes do início das negociações, às 11h. O Comitê Conjunto Ministerial de Monitoramento, que supervisiona os cortes na produção, se reunirá primeiro, seguido de uma conferência completa do grupo.

Formalização dos cortes voluntários

10h33 – Um possível resultado da reunião de hoje seria formalizar os cortes voluntários anunciados em abril — equivalentes a uma redução de cerca de 5% — e aplicá-los a todo o grupo. Estender isso aos demais membros da Opep+ resultaria em uma redução da meta geral de 2,1 milhões de barris por dia.

Mas implicaria um corte muito menor, de pouco mais de 300.000 barris por dia, dos níveis estimados de produção de maio. Também deixaria Angola e Nigéria bombeando cerca de 275.000 barris por dia abaixo de suas novas metas.

Alvo atual (mil barris dia) Corte voluntário de 5% estendido a todos 1 milhão adicional barril por dia cortado
Argélia 1.007 957 932
Angola 1.455 1.382 1.346
Congo 310 295 287
Eq. Guiné 121 115 112
Gabão 177 168 164
Iraque 4.431 4.209 4.099
Kuwait 2.676 2.542 2.475
Nigéria 1.742 1.655 1.611
Arábia Saudita 10.478 9.954 9.693
Emirados Árabes Unidos 3.019 2.868 2.793
Azerbaijão 684 650 633
Bahrein 196 186 181
Brunei 97 92 90
Cazaquistão 1.628 1.547 1.506
Malásia 567 539 525
Omã 841 799 778
Rússia 10.478 9.954 9.693
Sudão 72 68 67
Sudão do Sul 124 118 115

Um corte adicional de 1 milhão de barris por dia a partir desse novo nível deixaria a Arábia Saudita e a Rússia com metas formais de 9,7 milhões de barris por dia. Para o reino, isso é cerca de 285.000 barris por dia abaixo de sua atual meta voluntária de produção.

Para Moscou, estaria amplamente em linha com o nível que diz estar bombeando após seu próprio corte de 500.000 barris por dia, feito em resposta a sanções ocidentais e limites de preço em suas exportações de petróleo. Mas ainda deixaria a produção dos dois grandes membros da África Ocidental bem abaixo de suas cotas oficiais.

Emirados Árabes Unidos confiantes em um acordo

10h25 – O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, disse a repórteres que está confiante de que haverá um acordo hoje. Outro delegado de um país-chave da OPEP+ expressou uma opinião semelhante, dizendo que a oposição dos membros africanos não impediria o acordo proposto de cortes de produção.

Preparando-se para a coletiva de imprensa

9h57 – A OPEP está se preparando para uma conferência de imprensa mais tarde, pelo que parece. Ainda não há confirmação oficial, mas a secretaria está se preparando.

Negociações tarde da noite

9h48 – As negociações se arrastaram até as primeiras horas do domingo em Viena, enquanto os delegados tentavam encontrar um caminho a seguir. As delegações dos membros estavam em movimento novamente esta manhã para negociações de última hora. A primeira reunião oficial só começa às 11h, horário local.

Fila de cotas africanas

7h45 – Os membros africanos do grupo OPEP+ estão sendo pressionados a desistir de porções não utilizadas de suas metas de produção, a fim de redistribuí-las aos Emirados Árabes Unidos, que há muito pressionam por uma linha de base mais alta para sua própria produção.

O aumento da capacidade de produção em Abu Dhabi, o maior dos emirados, não se refletiu nos pontos de partida originais para cortes de produção acordados em 2020. Isso há muito é um problema para o aliado saudita, que pressionou repetidamente por uma participação maior nas ações do grupo.

Quatro dos cinco membros da OPEP da África Ocidental não conseguem cumprir suas metas de produção, com sua produção combinada, em maio, em mais de 800.000 barris por dia abaixo do volume que eles podem bombear. Angola e Nigéria, em particular, têm lutado para atingir suas metas de produção quase desde que foram introduzidas, há três anos.

Mas mesmo que não possam utilizar plenamente suas cotas de produção, as nações africanas podem não estar dispostas a abrir mão delas. Várias delas buscam novos investimentos para aumentar a produção nos próximos anos e nenhuma vai querer abrir mão do direito de usar essa nova capacidade quando, ou se, entrar em operação. Os sauditas precisarão encontrar uma maneira de encorajar os países da África Ocidental da OPEP a jogar bola.

Petróleo na África – Produtores da África Ocidental da OPEP têm lutado para cumprir suas metas de produção

OPEP+ fecha acordo para estender cortes na produção de petróleo até 2024

Oscilação do mercado de petróleo  

Cortar ou não cortar, essa é a questão enfrentada pelos ministros da OPEP+ reunidos em Viena hoje. Há uma semana, uma renovação das metas de produção existentes parecia o resultado mais provável. Mas as coisas mudaram nos últimos sete dias. Os mercados oscilaram, com o petróleo norte-americano caindo abaixo de US$ 70 o barril antes de se recuperar no final da semana.

As preocupações com a força da recuperação da demanda de petróleo da China estão pesando no sentimento do mercado, enquanto a produção de vários membros do grupo produtor está acima do esperado. Isso, combinado com o alerta do ministro do petróleo saudita de que os vendedores a descoberto do petróleo devem “ficar atentos”, elevou as perspectivas de um corte na produção.

Produção russa

No pano de fundo desta reunião está uma questão sobre a produção russa.

Não há sinal do prometido corte de 500.000 barris por dia da Rússia nas exportações do país – e isso é o que importa para o mercado global. Três meses depois, os embarques de petróleo nas quatro semanas até 28 de maio foram mais de 1,4 milhão de barris por dia a mais do que no final do ano passado e 270.000 barris por dia acima de fevereiro – o mês base para a redução prometida.

Petróleo marítimo da Rússia – Confira os embarques médios brutos de quatro semanas da Rússia por destino

OPEP+ fecha acordo para estender cortes na produção de petróleo até 2024

Os embarques de produtos refinados para o exterior caíram, mas menos do que normalmente nesta época do ano. E as operações nas refinarias, que normalmente diminuem para manutenção sazonal, se recuperaram no final de maio.

Sorrisos ao redor

Sábado – Os dois principais exportadores do Golfo Pérsico da OPEP, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, saíram da reunião de sábado com uma brilhante demonstração de unidade – seus respectivos ministros se deram as mãos e adornados com sorrisos enquanto saíam do prédio do secretariado para o sol vienense.

Ainda assim, cada um tem suas próprias prioridades e, para Abu Dhabi, isso envolve obter sua capacidade de produção expandida formalmente reconhecida pelo sistema de cotas da OPEP com uma linha de base de produção mais alta. Se eles conseguirem essa aceitação pode determinar o destino das negociações de hoje.

© 2023 Bloomberg LP

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Saturday, June 3, 2023

STF tem maioria para validar acordo sobre ICMS de combustíveis - O Antagonista

STF tem maioria para validar acordo sobre ICMS de combustíveis

Haddad, durante reunião de líderes em março. Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

O Supremo Tribunal Federal formou maioria na sexta-feira (2) para homologar o acordo fechado entre estados e União sobre a cobrança do ICMS de combustíveis. A questão está sendo analisada pelo plenário virtual da Corte.

No acordo, anunciado em março pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), a União se compromete a pagar R$ 26,9 bilhões às unidades da federação para compensar a redução do imposto aprovada em 2022 no governo Jair Bolsonaro.

O valor é inferior ao pedido inicialmente por governadores, que pleiteavam R$ 45 bilhões, porém maior do que a última oferta do Executivo, de R$ 22 bilhões.

Por enquanto, votaram para confirmar o acordo os ministros Gilmar Mendes, relator da ação, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. 

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Friday, June 2, 2023

Lula aprova pacote para reduzir preço dos carros populares, diz Haddad - iG Mail

Lula durante encontro com líderes sul-americanos
Ricardo Stuckert/PR
Lula durante encontro com líderes sul-americanos

O pacote de estímulo à produção de carros populares recebeu nesta quinta-feira (1º) o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , informou há pouco o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele apresentou ao Palácio do Planalto a versão final do programa, que será analisada pela Casa Civil.

O ministro não informou a data de lançamento. Segundo ele, a data dependerá da agenda do presidente Lula e da superação de entraves burocráticos, como pareceres da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Ele, no entanto, adiantou que espera que a Casa Civil conclua a análise da medida provisória na segunda-feira (5).

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Haddad apenas disse que o programa durará “em torno de quatro meses” e explicou que a redução temporária de impostos não trará impacto para os cofres públicos porque a fonte de financiamento está definida.“Nós fechamos um entendimento. Ficou um desenho bom para o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], bom para a Fazenda. Os dois ministérios estão muito bem contemplados”, disse Haddad ao retornar do Planalto.

De acordo com ele, o pacote vigorará até que os juros comecem a cair no Brasil. “Essa é uma questão limitada aos próximos meses para que não haja demissões. Sobretudo há uma preocupação muito grande com o emprego na indústria automobilística e em toda a cadeia [produtiva]. É uma coisa temporária, com valor definido e tempo definido”, explicou o ministro.

Segundo Haddad, Lula validou a fonte de recursos para financiar o programa. De acordo com ele, o impacto final da renúncia de impostos será inferior aos R$ 2 bilhões inicialmente anunciados e será integralmente compensado. “O impacto não só não chega aos R$ 2 bilhões como está mais compensado pelas medidas que levei ao presidente da República”, declarou.

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Produção industrial cai 0,6% em abril, diz IBGE, mais que o esperado - InfoMoney

A produção industrial brasileira voltou a mostrar desempenho negativo em abril, após ter apresentado recuperação em março. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção caiu 0,6%, após ter subido 1,0% em março. Ante abril de 2022, o recuo foi de 2,7%.

O indicador veio acima do consenso Refinitiv de analistas, que apontava para retração de 0,2% na comparação mensal e de 1,1% na anual.

No ano, a queda acumulada chega a 1,0% e, em 12 meses, variação negativa está em 0,2%. Com esses resultados, a indústria ainda se encontra 2,0% abaixo do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,5% aquém do ponto mais alto da série histórica, observado em maio de 2011.

Segundo o IBGE, 16 dos 25 ramos pesquisados mostraram queda na produção em abril. Segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), diferentemente dos últimos três meses do ano passado, quando houve um saldo positivo acumulado de 1,5%, no início de 2023, houve em abril uma maior presença de resultados negativos. Esses 16 ramos industriais em queda significam o maior espalhamento de resultados negativos visto desde outubro de 2022.

Alimentos

As principais influências negativas no mês vieram de produtos alimentícios (-3,2%), máquinas e equipamentos (-9,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,6%).

O setor de produtos alimentícios registrou o quarto mês seguido de queda na produção, período no qual acumulou uma perda de 7,3%. “Antes dessa sequência de quedas o setor apresentou resultados positivos por três meses seguidos, gerando um ganho acumulado de 20,2%. Portanto, ainda é um saldo positivo”, ponderou Macedo em nota.

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Em abril houve grande influência negativa por parte da produção de açúcar. “Isso teve relação direta com um maior volume de chuvas, especialmente na segunda quinzena do mês, nas regiões produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul do país”, explicou. Por outro lado, ele afirmou que a retomada do crescimento de carnes de bovinos, após ser afetada pelas restrições de exportação para a China, atenuou a queda do setor.

Máquina e equipamentos

O setor de máquinas e equipamentos (-9,9%), por sua vez, eliminou o crescimento de 6,7% observado em março. Neste mês, houve queda disseminada nos seus principais grupamentos.

Veículos automotores, reboques e carrocerias teve queda de 4,6%, depois de apresentar variação nula nos meses de fevereiro e março. “Automóveis e caminhões, que são os itens de maior peso na atividade, tiveram queda na produção”, afirmou Macedo.

Ele lembra que esse segmento é um exemplo dos efeitos da manutenção de taxa de juros em patamares mais elevados, por conta do encarecimento e da maior dificuldade na concessão do crédito. Taxas de inadimplência elevadas e o maior endividamento das famílias também afetam o setor e o total da indústria

Para além desses fatores, ele citou que permanece “a dificuldade na obtenção de componentes eletrônicos para o setor e, por conta disso, observa-se uma maior frequência de paralisações, reduções de jornadas de trabalho e férias coletivas.”

Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,4%), indústrias extrativas (-1,1%), bebidas (-3,6%), produtos de metal (-3,3%), outros equipamentos de transporte (-5,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%) também se destacaram negativamente.

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No sentido oposto, entre as nove atividades que apresentaram aumento na produção, o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,6%) foi o que exerceu maior impacto positivo em abril. Trata-se do terceiro resultado positivo em sequência do setor, período em que acumulou crescimento de 6,3%.

Em relação às grandes categorias econômicas, ainda na comparação com março, os setores de bens de capital (-11,5%) e bens de consumo duráveis (-6,9%) mostraram taxas negativas em abril.

Já bens de consumo semi e não duráveis (1,1%) e bens intermediários (0,4%) registraram avanços no mês. Enquanto a primeira eliminou a perda de 0,6% acumulada na passagem de fevereiro para março, a segunda acumulou expansão de 1,8% devido a três meses seguidos de aumento na produção.

Comparação interanual

Ante abril de 2022, a indústria recuou 2,7%, com resultados negativos em 18 dos 25 ramos pesquisados. As principais influências negativas vieram de produtos químicos (-12,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-9,7%) e máquinas e equipamentos (-14,3%).

Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-15,7%), metalurgia (-5,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,2%), produtos de metal (-8,7%), produtos de minerais não metálicos (-9,6%), bebidas (-7,2%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-9,9%) e produtos de madeira (-15,9%) também recuaram.

Pelo lado das altas, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (18,1%) foram responsáveis pelas maiores influências positivas.

Vale destacar também os resultados positivos dos ramos de produtos alimentícios (2,0%), de indústrias extrativas (1,4%) e de outros equipamentos de transporte (19,2%).

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Thursday, June 1, 2023

Hostilizado pelo governo Lula, agro cresce 21,6% e puxa o PIB para 1,9% - Diário do Poder

1º trimestre

Além de ofender os produtores, petista "soltou seus cachorros" para invadirem propriedades

acessibilidade:

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% durante o primeiro trimestre deste ano no Brasil, puxado pelo desempenho espetacular do Agronegócio, que registrou alta de 21,6%. O levantamento do IBGE foi divulgado nesta quinta-feira (1º).

Em segundo lugar, o setor de Serviços cresceu 0,6%, mas também com ajuda do Agronegócio, responsável pela alta da área de Transportes.a,

Chama atenção que o setor do Agronegócio tenha crescido de maneira tão significativa, levando o governo Lula (PT) a “faturar” esse desempenho, apesar das hostilidades do chefe do governo, que chamou os produtores de “fascistas”, e dos ministros que ofendem o setor, como Marina Silva (Meio Ambiente), que usou a expressão pejorativa “ogronegócio”, do diretor da Apex, Jorge Viana, que aproveitou viagem oficial à China para atacar o setor e, também, por “soltar seus cachorros” para invadirem terras de propriedade dos produtores rurais.

O aumento de 1,9% no PIB é em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Frente ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 4,0%. No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB subiu 3,3% ante os quatro trimestres imediatamente anteriores.

Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de 2023 totalizou R$ 2,6 trilhões, sendo R$ 2,2 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 317,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

No primeiro trimestre de 2023, a taxa de investimento foi de 17,7% do PIB, abaixo da observada no mesmo período de 2022 (18,4%). Já a taxa de poupança foi de 18,1%, acima da taxa registrada no mesmo período de 2022 (17,4%).

PIB avança de 1,9%

O PIB cresceu 1,9% na comparação do primeiro trimestre de 2023 contra o quarto trimestre de 2022, na série com ajuste sazonal. Houve alta na Agropecuária (21,6%) e nos Serviços (0,6%) e estabilidade na Indústria (-0,1%).

Entre as atividades industriais, houve queda em Construção (-0,8%) e Indústrias de Transformação (-0,6%). Já os desempenhos positivos ocorreram em Indústrias Extrativas (2,3%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,7%).

Nos Serviços, houve crescimento em Transporte, armazenagem e correio (1,2%), Intermediação financeira e seguros (1,2%) e Administração, saúde e educação pública (0,5%), além de variações positivas no Comércio (0,3%) e Atividades imobiliárias (0,3%). Por outro lado, houve quedas em Informação e comunicação (-1,4%) e em Outros serviços (-0,5%).

Pela ótica da despesa, a Despesa de Consumo das Famílias (0,2%) e a Despesa de Consumo do Governo (0,3%) mostraram variações positivas, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (-3,4%) recuou.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram variação negativa de 0,4% ao passo que as Importações de Bens e Serviços caíram 7,1% ante o quarto trimestre de 2022.

PIB cresce 4,0% frente a 2022

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB cresceu 4,0% no primeiro trimestre de 2023. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou elevação de 4,1% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram em 3,0%.

A Agropecuária cresceu 18,8% em relação a igual período do ano anterior. Este resultado pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre e pela produtividade. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), a soja, principal cultivo, apresentou ganho de produtividade e crescimento expressivo na produção anual, estimada em 24,7%. Com exceção do arroz (-7,5%), outras culturas com safra relevante nesse trimestre também apontaram crescimento na produção anual e ganho de produtividade, como milho (8,8%), fumo (3,0%) e mandioca (2,1%).

A Indústria subiu 1,9%. As Indústrias Extrativas (7,7%) registraram o melhor resultado, sendo afetadas pela alta tanto da extração de petróleo e gás como de minério de ferro. Houve destaque também na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,4%) com a melhoria das condições hídricas. A Construção (1,5%), por sua vez, teve sua décima alta consecutiva, porém em desaceleração, já que a massa salarial real do setor cresceu, mas os insumos típicos da construção estão em queda em relação ao ano anterior.

A Indústria de Transformação (-0,9%) foi a única com resultado negativo, sendo seu resultado influenciado, principalmente, pela queda na fabricação de produtos químicos; metalurgia; fabricação de produtos de madeira; fabricação de produtos de minerais não metálicos e de máquinas e equipamentos.

O valor adicionado dos Serviços cresceu 2,9% ante o mesmo período do ano anterior. Todas as suas atividades apresentaram alta: Informação e comunicação (6,8%), Transporte, armazenagem e correio (5,1%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,6%), Outras atividades de serviços (4,3%), Atividades Imobiliárias (2,8%), Comércio (1,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%).

No primeiro trimestre de 2023, a Despesa de Consumo das Famílias registrou alta de 3,5%. Esse resultado foi influenciado pelo aumento na massa salarial real, no aumento do crédito e a inflação em patamares menores. A Despesa de Consumo do Governo também apresentou elevação (1,2%). Além disso, a variação de estoques cresceu 24% em termos nominais, nesse primeiro trimestre contra o mesmo período do ano anterior, também contribuindo positivamente para o crescimento.

A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 0,8% no primeiro trimestre de 2023. O crescimento das importações de bens de capital e o desempenho positivo da construção suplantaram a queda na produção interna de bens de capital.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram alta de 7,0%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 2,2% no primeiro trimestre de 2023. Dentre as exportações de bens, aqueles setores que com maior contribuição positiva foram: extração de petróleo e gás; produtos alimentícios; extração de minerais; derivados do petróleo e serviços. Na pauta de importações de bens, a alta se deu principalmente por: derivados do petróleo; extração de minerais não metálicos; indústria automotiva e serviços.

Cresceu 3,3% no acumulado em 4 trimestres

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2023 apresentou crescimento de 3,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou do avanço de 3,4% do Valor Adicionado a preços básicos e de 2,7% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (6,0%), Indústria (2,4%) e Serviços (3,9%).

Todas as atividades industriais apresentaram crescimento: Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (9,4%), Construção (5,3%), Indústria da Transformação (0,6%) e Indústrias Extrativas (0,5%).

Nos Serviços, houve resultados positivos em todas as atividades: Outras atividades de serviços (9,1%), Transporte, armazenagem e correio (7,5%), Informação e comunicação (5,7%), Atividades imobiliárias (2,8%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,8%), Comércio (1,8%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,7%).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias, a Despesa de Consumo do Governo e a Formação Bruta de Capital Fixo cresceram 4,5%, 0,9% e 2,7%, respectivamente. Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 5,2%, enquanto as Importações de Bens e Serviços apresentaram elevação de 4,2%.

Taxa de Investimento foi de 17,7% no 1º trimestre

A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2023 foi 17,7% do PIB, permanecendo abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (18,4%). Já a taxa de poupança ficou em 18,1% no trimestre (ante 17,4% no mesmo período de 2022).

A Necessidade de Financiamento alcançou, no primeiro trimestre de 2023, R$ 48,3 bilhões contra R$ 69,8 bilhões no mesmo período do ano anterior. A redução da Necessidade de Financiamento é explicada, principalmente, pelo aumento de R$ 27,1 bilhões do resultado positivo do Saldo Externo de Bens e Serviços e pelo aumento de R$ 3,5 bilhões do envio líquido de Rendas de Propriedade.

 

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Hostilizado pelo governo Lula, agro cresce 21,6% e puxa o PIB para 1,9% - Diário do Poder
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Ibovespa sobe 2,06%, dólar cai 1,3% e volta a R$ 5: os três fatores que impulsionaram os ativos de risco na 1ª sessão de junho - InfoMoney

Depois de uma abertura tímida, o Ibovespa engatou um forte movimento de ganhos na tarde desta quinta-feira (1), primeira sessão do mês, seguindo Wall Street, mas também o noticiário doméstico. O índice fechou em alta de 2,06%, a 110.564 pontos, após três pregões de queda. Já o dólar comercial caiu 1,31%, a R$ 5,006 na compra e na venda.

Os motivos são listados a seguir: i) o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil acima do esperado; ii) a aprovação na Câmara dos Deputados dos EUA do projeto de lei que suspende o teto da dívida de forma a evitar um calote e iii) a alta das commodities, como petróleo (também pelo motivo ii) e minério, que guiam ganhos expressivos das blue chips do Ibovespa.

Sobre o primeiro ponto, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre acima do esperado, ao subir 1,9% no período ante o quarto trimestre de 2022, anima o mercado; a expectativa do consenso Refinitiv era de avanço de 1,3%.  A leitura marcou o melhor resultado para a atividade desde o final de 2020, refletindo o desempenho mais forte do setor agrícola em quase três décadas.

“O resultado do PIB do primeiro trimestre foi surpreendente. A surpresa, entretanto, foi quase inteiramente causada pelo setor agrocupecuário, que teve crescimento impressionante neste primeiro trimestre. Bons resultados já eram esperados, mas o crescimento de 21% na base de comparação trimestral surpreendeu até as projeções mais otimistas. Ainda pelo lado da oferta, o setor de serviços ainda continuou a crescer, já a um ritmo mais moderado do que o visto nos primeiros trimestres de 2022 e vimos retração na indústria”, avalia Luca Mercadante, economista da Rio Bravo.

Pelo lado da demanda, o consumo do governo e das famílias contribuíram positivamente, ajudados também por uma expressiva queda nas importações, enquanto Formação Bruta de Capital Fixo e exportações retraíram. “O resultado implica em um carrego mais forte para o restante do ano. Assim, nossas projeções devem ser alteradas, esperando um crescimento mais próximo de 1,5% para 2023”, conclui.

Luís Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, disse que a conclusão com relação ao PIB é que ele veio bom, mas a concentração do resultado agropecuário coloca em dúvida a sustentação deste movimento. “Apesar deste resultado expressivo, acreditamos que os números dos próximos trimestres deverão ficar mais próximos da estabilidade”, afirmou.

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Durante a semana, cabe ressaltar, o mercado repercutiu também o índice de inflação medido pelo IGP-M abaixo do esperado.

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Já sobre os EUA, o projeto de lei para suspender o teto da dívida de US$ 31,4 trilhões dos EUA foi aprovado na quarta-feira com o apoio da maioria de democratas e republicanos e agora seguirá para o Senado, que deve promulgar a medida antes do prazo final de segunda-feira, quando o governo norte-americano ficaria sem dinheiro para pagar suas contas.

Além disso, as vagas de emprego no setor privado dos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em maio, sugerindo que o mercado de trabalho desacelerou apenas gradualmente, mostrou um boletim da ADP nesta quinta. O dado foi divulgado antes do relatório mais abrangente do Departamento do Trabalho dos EUA sobre a criação de vagas fora do setor agrícola, agendado para sexta-feira.

Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 0,47%, 0,99% e 1,28%.

“Hoje as bolsas dos EUA subiram forte após a aprovação da suspensão do teto de dívida dos EUA no dia de ontem. O Ibovespa segue a euforia dos investidores lá de fora. Além de estar em movimento de alta por conta dos EUA, se fortalece também por conta do PIB do primeiro trimestre ter vindo acima do esperado e da alta de preços nos contratos de minério de ferro, fazendo com que o setor de mineração suba”, fala Lucas de Caumont, estrategista de investimentos da Matriz Capital.

A disparada das commodities também impulsionou o índice, que tem muito peso de blue chips como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).

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“As ações da Vale e da maior parte das siderúrgicas acompanharam a alta do minério de ferro negociado em Cingapura, uma vez que o sentimento melhorou com as perspectivas das políticas de estímulo chinesas para reativar a economia, dados de atividade industrial melhores do que o esperado e maiores preocupações com interrupções na oferta”, contextualiza Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos. “Já as ações da Petrobras também acompanharam a alta dos contratos futuros de petróleo, que se recuperou das perdas recentes e contou com o enfraquecimento do dólar, além de aguardarem pela reunião da Opep+ no início da próxima semana, onde possíveis ajustes na oferta de petróleo podem ser anunciados”.

As ações da Vale subiram 2,12%, a R$ 65,16, endossada também pela alta dos contratos futuros do minério de ferro na China, com o vencimento mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrando as negociações diurnas com elevação de 5,77%.

O PMI global Caixin/S&P subiu para 50,9 em maio, de 49,5 em abril, acima da marca de 50 pontos que separa crescimento de contração, mostraram dados na quinta-feira. A leitura superou as expectativas de 49,5 em uma pesquisa da Reuters. Uma possível interrupção no fornecimento também preocupa, embora alguns analistas tenham minimizado esse impacto.

Já o petróleo WTI para julho subiu 2,92%, a US$ 70,08 o barril, enquanto o brent para agosto avançou 2,29%, a US$ 74,26, o que levou a ganhos de cerca de 3% para as ações da Petrobras.

(com Reuters)

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