O Concurso nº 2.424 da Mega-Sena, que pagaria R$ 40 milhões, não teve nenhum vencedor. Com isso, o prêmio acumulou e pagará, no próximo sorteio, na quarta-feira (3/11), R$ 65 milhões.
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Veja os números sorteados nesse sábado (30/10) pela Caixa Loterias:
Cristiane Gimenes, 46, frequenta uma feira no bairro Água Verde, em Curitiba. Acompanhada da filha Maria Clara, 10, a dona de casa compra "de tudo um pouco" —batata, cebola, tomate, pepino e até queijo —para preparar refeições para seis pessoas.
"Meu gasto varia muito, dependendo da semana, mas geralmente não chega a R$ 300", diz.
Ela afirma ter percebido o aumento nos preços, mas diz preferir comprar na feira porque os alimentos são mais frescos. "No mercado, as coisas podem ser mais baratas, mas duram menos", declara.
Para driblar a alta de preços, Cristiane tem comprado quantidades menores e priorizado frutas da época.
O preço de tudo está subindo. Quem não está incomodado com isso? Cristiane Gimenes
Mas nem todos os clientes da feira têm a mesma percepção. Margô Moraes, 65, frequenta o mesmo local, e afirma que o único preço que lhe chamou a atenção foi o do tomate. Ela diz que não precisou mudar hábitos.
Eu e meu marido temos uma rotina: vamos à padaria, tomamos café e depois compramos coisas na feira. É mais prático e tudo é mais fresco. Margô Moraes
A empregada doméstica Luzia (que pediu para não revelar o nome completo) frequenta a feira do Brás, em São Paulo. Os preços ali não a incomodam porque as compras são para a patroa, que paga por tudo. "Ela tem dinheiro", diz.
Mas na casa de Luzia em Francisco Morato, na região metropolitana de São Paulo, há cada vez menos carne, arroz e óleo, que "subiram demais".
SÃO PAULO — Crise? Que crise? Enquanto a economia nacional patina, o mercado de luxo brasileiro foi o que menos sofreu na pandemia, na comparação com outros países, impulsionado por uma elite que não parou de gastar mesmo longe das lojas físicas. Impedidos de viajar para o exterior por conta das medidas sanitárias e do atraso da vacinação contra a Covid-19, os mais ricos consumiram alto em seu próprio quintal
O resultado, que dados iniciais mostram ser ainda melhor este ano com a reabertura dos centros comerciais, motivou a Associação Brasileira das Empresas de Luxo (Abrael) a lançar, na segunda quinzena de novembro, a campanha Compre no Brasil, voltada para o setor.
— Durante um ano e meio não se pôde gastar com avião, hotel, gastronomia, eventos culturais. Esse dinheiro represado pelos mais ricos foi para o consumo virtual nas grifes, a hotelaria boutique local, que vive seu melhor momento em duas décadas, os carros top e o mercado imobiliário de luxo, em franca expansão. — diz Carlos Ferreirinha, presidente da MCF consultoria e um dos principais especialistas do setor no país.
Ele diz que os próximos meses serão a prova dos nove para mostrar se, de fato, esse consumidor seguirá comprando mais no país do que lá fora, com a reabertura dos países para o turismo.
Menos fornecedores
Os números são positivos nos mais diversos bulevares do luxo brasileiro. A operação brasileira da Hermès prevê crescimento de quase 50% este ano em relação ao ano passado no país. A Cartier, com investimento pesado no e-commerce e a novidade da pronta entrega em até quatro horas em São Paulo, quase quintuplicou suas vendas em 2020 em relação a 2019 e prevê crescimento de dois dígitos em 2021.
Apple apresenta nova linha de MacBook Pro com valor a partir de R$ 26,9 mil e até R$ 80,7 mil Foto: DivulgaçãoApple apresentou novo MacBook Pro de 14 e 16 polegdas Foto: DivulgaçãoO novo MacBook Pro tem tela de retina líquida XDR que traz mais brilho e mais sombra. Tem 1080 pixels. Foto: DivulgaçãoA tela possui bordas mais finas e se estende ao redor da câmera para fornecer mais espaço. Assim, o modelo de 16 polegadas oferece uma tela expansiva 16,2 polegadas, assim como o de 14 polegadas, com 14,2 polegadas de tela. Foto: DivulgaçãoOs modelos têm três portas Thunderbolt para conectar periféricos de alta velocidade, um slot para cartão SDXC e uma porta HDMI para conexão em monitores e TVs Foto: DivulgaçãoO novo MacBook Pro vem com carregador MagSafe, compatível com os iPhones Foto: DivulgaçãoOs novos MacBookPro contam com dois novos processadores, o M1 Pro e M1 Max, que permitem mais velocidade e bateria mais duradoura, com reprodução de vídeo de até 21 horas. Foto: DivulgaçãoOs novos AirPods são resistentes ao suor e à água (com base na IPX4) e possuem um sensor de força para controle de música e chamadas telefônicas. Foto: DivulgaçãoTem tecnologia de áudio espacial, que cria experiência tridimensional de cinema Foto: DivulgaçãoA bateria permite até 30 horas de duração e vem com carregador MegSafe, o mesmo do iPhone Foto: DivulgaçãoA Apple apresentou o HomePod mini em três novas cores: amarelo, laranja e azul Foto: Divulgação
A expansão do mercado imobiliário de luxo — a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) aponta alta de 31% este ano nas vendas de imóveis avaliados acima de R$ 1,5 milhão — se reflete no resultado de empresas como a Evol, que, com suas churrasqueiras a gás produzidas com aço inox 304, dobrou o faturamento em 2020.
E no escritório de arquitetura de decoração de luxo de Sig Bergamin, em São Paulo. Com crescimento de 40% este ano, ele já contratou funcionários.
— Se sofro hoje é por ansiedade. Há mais casas de luxo, mas os fornecedores,especialmente os de fora, diminuíram, os estoques acabaram. E as pessoas buscam o exclusivo e para ontem, pois a noção de tempo, com a pandemia, mudou muito. O luxo ficou mais local e prático: nada de sofá de seda ou veludo, mas de couro, inclusive os coloridos. Vacas, aqui, afinal, não faltam — diz Bergamin.
Câmbio não é problema
A Euromonitor Internacional mostra que, em 2020, o Brasil teve um recuo menor que o do restante do planeta no setor de luxo. E estima que o país deve acompanhar o crescimento do mercado mundial no pós-pandemia, com ganhos de 34% até 2025.
O gerente de pesquisa da consultoria, Guilherme Machado, pondera que as projeções devem até melhorar. Dados mais recentes indicam que a indústria de luxo no Brasil “deu uma megaguinada a partir do segundo semestre do ano passado”, que será capturada na atualização anual consolidada dos dados na segunda quinzena de novembro.
Mercado de luxo continua com vendas em alta e atrai brasileiros que não podem viajar Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
E a sondagem “Atividade do luxo no Brasil”, finalizada em setembro pela Abrael, já aponta um expectativa de crescimento médio de 51,74% em 2021 em relação ao ano passado.
O câmbio, diz a diretora-geral da Hermès no Brasil, Chiara Mariottini, é outro incentivo para o cliente seguir comprando no país. Se o real desvalorizado torna os importados mais caros, eliminar o custo em dólar ou euro da viagem para fora é um bom negócio.
— Vendemos a distância, para todo o Brasil, mas de forma personalizada. Tanto que, com a reabertura, mesmo quem prefere seguir comprando de casa quis vir às lojas conhecer os vendedores que os acompanharam durante a pandemia. Investimos na fidelidade e deu certo— conta.
Thiago Alonso, CEO da JHSF, do complexo Cidade Jardim, em São Paulo, referência no mercado de luxo, aponta outras razões para o fôlego do setor no país, além da proximidade dos vendedores com os clientes, que se mostrou fundamental na pandemia: a decisão das principais marcas internacionais de convergir os preços praticados lá fora, a ruptura do sistema de financiamento global e a possibilidade de se parcelar as compras.
O cliente de luxo foi mimado pelas principais marcas, com envio de coleções inteiras e produtos exclusivos por WhatsApp, mensagens de solidariedade nos momentos em que as famílias sofriam perdas com a pandemia e passeios exclusivos em vídeo por shoppings ainda desertos.
— Parcerias de fato se estreitaram, e se diluiu a sensação de que a experiência de comprar no exterior é diferente e com muito mais ofertas — diz Alonso.
Ricos se rendem aos produtos de luxo usados como alternativa a dificuldade de viajar na pandemia. Na foto, Carol Kalache, dona de brechó Foto: Leo Martins / Agência O Globo
Valor simbólico
A empresária Carol Kalache, especializada em peças de luxo usadas, viu seu brechó virtual dobrar as vendas durante a pandemia. Os objetos de desejo mais disputados, conta, foram bolsas, especialmente as Louis Vuitton Neverfull (R$ 3,5 mil) e Speedy (R$ 3 mil); a Birkin, da Hermès (R$ 35 mil), as Gucci Soho (R$ 3 mil) e Interlocking (R$ 3 mil) e a Chanel clássica (R$ 20 mil).
— Já são 257 mulheres nos grupos virtuais, divididos por categorias de luxo. Teve um momento em que pensei: mas por que tanta gente comprando bolsa pra andar do quarto pra sala? As pessoas estavam ansiosas, não sabiam o que fazer, e meu segmento no universo do luxo ganhou dinheiro na pandemia — diz Kalache, que espera apenas o movimento nas ruas melhorar para levar seu negócio virtual para uma loja em Ipanema, no Rio
Ela descreve o novo empreendimento:
— Ela já está montada. Aposto que as pessoas seguirão comprando mais no Brasil e que o mercado de luxo de segunda mão também se beneficiará do aumento do consumo local. O câmbio está caro, e o que você reservava para compras agora ficará muito nas experiências de vida que a própria viagem, tão adiada, proporcionará.
Sair às compras neste momento, mesmo no conforto de casa, aponta o antropólogo Michel Alcoforado, fundador da Consumoteca, transcende a lógica e faz sentido, mais que nunca, por sua faceta simbólica.
É natural, argumenta, que os mais ricos, em uma sociedade marcadamente desigual, comprem ainda mais, pois o luxo também serve para “construir muros, cultivar diferenças e demarcar fronteiras”:
— Os mais ricos encheram seus closets de roupas mesmo não tendo onde usar. Este investimento não foi pragmático, mas simbólico. O mesmo ocorre, de certa forma, com o mercado aquecido de arte no país. Compra-se também para atestar que não se empobreceu. A mulher de um empresário que adquiriu um Damien Hirst me disse com todas as letras: não somos exatamente fãs dele, mas, quando vierem aqui, farão as contas: se gastaram isso tudo num Hirst, imagina quanto dinheiro têm?
Nenhuma aposta acertou o resultado da Mega-Sena (03-16-17-37-38-53) concurso 2424 sorteado neste sábado, 30 de outubro, e o prêmio acumulou em R$ 65 milhões. O evento ocorreu no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.
A segunda faixa, de cinco acertos, teve 101 bilhetes premiados e cada um vai receber R$ 41 mil. Na última faixa, 6,9 mil apostas marcaram quatro números e ganharam R$ 850.
Como receber o prêmio da Mega-Sena concurso 2424?
Em agências da Caixa os ganhadores podem receber os prêmio de qualquer valor mediante apresentação do RG, CPF, além do bilhete original. Quantias de até R$ 1.903,98 podem ser sacadas também em casas lotéricas.
Ganhadores de apostas online da Mega-Sena concurso 2424 conseguem fazer transferência para uma conta do Mercado Pago. Os prêmios podem ser resgatados no prazo de 90 dias corridos.
Após esse período, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.
Para ganhar o prêmio principal da Mega-Sena 2424 com uma aposta simples de seis dezenas, a probabilidade era de uma em mais de 50 milhões. Já na segunda faixa, de cinco acertos, e na terceira faixa, de quatro acertos, a chance aumentava para uma em, respectivamente, 154,5 mil e 2,3 mil.
Próximo sorteio da Mega-Sena
O próximo sorteio da Mega-Sena será do concurso 2425 e está previsto para quarta-feira, 03 de novembro, a partir das 20h (horário de Brasília). A aposta mínima, de seis números custa R$ 4,50 e os apostadores podem fazer até uma hora antes do sorteio em lotéricas, aplicativo Loterias Caixa ou no site (https://ift.tt/2Or2iFV).
Alta do combustível no país fez com que brasileiros fizessem fila nos postos da cidade argentina de Puerto Iguazú edit
Por Guilherme Amado, do Metrópoles - Filas de carros brasileiros tomaram os postos de gasolina da cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, neste sábado (30/10). Pessoas que aguardam para abastecer os automóveis no país vizinho contam que o preço do litro da gasolina argentina está em R$ 3,09, contra R$ 6,41 nos postos de Foz do Iguaçu.
Na eleição de 2018, a cidade paranaense deu 70,3% dos votos para Bolsonaro. Soa irônico que moradores de Foz tenham de ir até o país governado pelo esquerdista Alberto Fernández para encher o tanque a um preço razoável.
Nos últimos dias a cidade de Porto Iguaçu, na Argentina, assistiu a uma onda de brasileiros cruzando a Ponte Tancredo Neves, formando filas quilométricas e abastecendo nos postos de lá. O município é ligado ao Brasil por Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e está vendendo a gasolina aditivada a R$3,10 por litro.
De acordo com os consumidores, o combustível é encontrado no país vizinho pela metade do preço. Já em Foz do Iguaçu, o preço médio do litro da gasolina é R$ 6,14, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). No Brasil, a gasolina acumula alta de 73,4% em 2021. Ao todo, a população teve que rebolar para superar os onze aumentos de janeiro até esta sexta-feira (29).
Para os brasileiros que vem atravessando a fronteira para abastecer, há outras filas para enfrentar além dos postos de combustíveis. É preciso também esperar horas para fazer teste de Covid na aduana argentina para chegar até a gasolina mais barata.
Com a grande movimentação de brasileiros, a maioria dos postos da cidade argentina passou a aceitar o pagamento em real. Isso inclui os turistas que chegam a Foz do Iguaçu e, mesmo assim, cruzam a fronteira para encher o tanque. Essa alta procura de brasileiros por combustíveis pegou os donos dos postos de surpresa, em Porto Iguaçu.
Em um deles, segundo a gerente, 90% dos clientes nos últimos dias eram brasileiros. Por isso, chegou faltar combustível nas bombas. O risco de desabastecimento fez os argentinos também entrarem na fila também. Alguns acabam levando combustível para casa no galão.
“Faz dois dias que não havia combustível. Agora tem uma enxurrada de brasileiros, lhes convém pelo preço que está aqui, por isso termina mais rápido o combustível”, contou o motorista argentino Juan, em entrevista ao portal de notícias G1. Para organizar o atendimento, os postos têm fila pra argentino e para brasileiro.