Alta do combustível no país fez com que brasileiros fizessem fila nos postos da cidade argentina de Puerto Iguazú edit
Por Guilherme Amado, do Metrópoles - Filas de carros brasileiros tomaram os postos de gasolina da cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, neste sábado (30/10). Pessoas que aguardam para abastecer os automóveis no país vizinho contam que o preço do litro da gasolina argentina está em R$ 3,09, contra R$ 6,41 nos postos de Foz do Iguaçu.
Na eleição de 2018, a cidade paranaense deu 70,3% dos votos para Bolsonaro. Soa irônico que moradores de Foz tenham de ir até o país governado pelo esquerdista Alberto Fernández para encher o tanque a um preço razoável.
Nos últimos dias a cidade de Porto Iguaçu, na Argentina, assistiu a uma onda de brasileiros cruzando a Ponte Tancredo Neves, formando filas quilométricas e abastecendo nos postos de lá. O município é ligado ao Brasil por Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e está vendendo a gasolina aditivada a R$3,10 por litro.
De acordo com os consumidores, o combustível é encontrado no país vizinho pela metade do preço. Já em Foz do Iguaçu, o preço médio do litro da gasolina é R$ 6,14, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). No Brasil, a gasolina acumula alta de 73,4% em 2021. Ao todo, a população teve que rebolar para superar os onze aumentos de janeiro até esta sexta-feira (29).
Para os brasileiros que vem atravessando a fronteira para abastecer, há outras filas para enfrentar além dos postos de combustíveis. É preciso também esperar horas para fazer teste de Covid na aduana argentina para chegar até a gasolina mais barata.
Com a grande movimentação de brasileiros, a maioria dos postos da cidade argentina passou a aceitar o pagamento em real. Isso inclui os turistas que chegam a Foz do Iguaçu e, mesmo assim, cruzam a fronteira para encher o tanque. Essa alta procura de brasileiros por combustíveis pegou os donos dos postos de surpresa, em Porto Iguaçu.
Em um deles, segundo a gerente, 90% dos clientes nos últimos dias eram brasileiros. Por isso, chegou faltar combustível nas bombas. O risco de desabastecimento fez os argentinos também entrarem na fila também. Alguns acabam levando combustível para casa no galão.
“Faz dois dias que não havia combustível. Agora tem uma enxurrada de brasileiros, lhes convém pelo preço que está aqui, por isso termina mais rápido o combustível”, contou o motorista argentino Juan, em entrevista ao portal de notícias G1. Para organizar o atendimento, os postos têm fila pra argentino e para brasileiro.
Agentes fiscalizaram nove postos neste sábado, sete deles apresentaram alguma irregularidade - Divulgação
Agentes fiscalizaram nove postos neste sábado, sete deles apresentaram alguma irregularidadeDivulgação
Rio - Sete dos nove postos fiscalizados neste sábado (30) pela Força-Tarefa pela Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor e o Procon Estadual, apresentaram alguma irregularidade. Segundo a pasta, oito postos foram fiscalizados em Campo Grande, e um na Barra da Tijuca, Zona Oeste da Capital. Somente em um posto, oito bicos de combustíveis foram lacrados. Ao todo 12 bicos foram interditados e os fiscais encontraram outros problemas como falha na exibição dos preços e produtos vencidos. A ação também contou com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e agentes da Fazenda Estadual (Sefaz).
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Em Campo Grande, um posto teve oito bicos de combustíveis lacrados, dois deles reprovados no teste do galão de 20 litros. A verificação afere a quantidade de combustível entregue ao consumidor e informada no visor da bomba. Cinco dos bicos não passaram no teste de qualidade. Nesse mesmo posto, os fiscais notaram que o estabelecimento não possuía bandeira, mesmo com identificação de postos oficiais.
Em um outro posto, dois bicos foram lacrados pela qualidade da gasolina que chegava a ter 66% de etanol anidro, o que representa 39% acima do limite legal. Outros dois bicos foram lacrados em outros dois postos pois estavam com bomba baixa. Dois postos estavam comercializando produtos com data de validade vencida entre óleos e fluidos de freio.
Em um posto na Barra da Tijuca, havia irregularidades na exibição dos preços dos combustíveis, o que contraria o decreto da transparência, que estabelece a forma em que o valor do combustível e a incidência dos impostos são exibidos ao consumidor.
Segundo o Secretário Léo Vieira as fiscalizações serão permanentes para coibir as irregularidades que prejudicam o consumidor. Lembrou ainda que o consumidor deve exigir os seus direitos quando houver suspeita, solicitando o teste do galão de 20 litros para aferir a quantidade. Agentes da ANP coletaram material que serão levados para análise em laboratório.
Gerentes dos postos argentinos informaram que 90% dos clientes atendidos nos últimos dias eram brasileiros (foto: CB.D.A/Press)
Para fugir da alta no preço da gasolina , que em alguns postos já supera R$ 7 por litro , brasileiros estão atravessando a fronteira e abastecendo os carros na Argentina . O caso está ocorrendo, principalmente, com moradores de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, que cruzam a Ponte Tancredo Neves para abastecer em Puerto Iguazú, na Argentina.
De acordo com reportagem do portal G1 , gerentes dos postos argentinos informaram que 90% dos clientes atendidos nos últimos dias eram brasileiros, o que fez até faltar combustível nas bombas.
Em um posto da Argentina, o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 3,10, segundo o G1. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina custa mais de R$ 7 reais em 13 estados brasileiros, e o valor médio do litro no país é de R$ 6,56. Os valores são referentes ao período de 24 a 30 de outubro.
ICMS sobre combustíveis está congelado por 90 dias
Na última sexta-feira (29/10), o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, por unanimidade, o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por 90 dias a fim de manter os preços do produto.
A medida foi vista como uma estratégia dos governadores contra o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que a culpa dos constantes aumentos do preço dos combustíveis é dos estados e, também, uma resposta ao projeto aprovado pela Câmara que muda a base de cálculo do imposto sobre a gasolina e o diesel.
Na segunda-feira, a Petrobras anunciou aumento no valor do diesel e da gasolina nas refinarias. O reajuste foi, respectivamente, de 9,15% e de 7,05%.
1 de 1 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 4,50 e apostas podem ser feitas até as 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1
Aposta única da Mega-Sena custa R$ 4,50 e apostas podem ser feitas até as 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.424 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (30) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. O prêmio acumulou.
A quina teve 101apostas vencedoras; cada uma receberá R$ R$ 41.070,64. A quadra teve 6.968 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ R$ 850,44.
O próximo concurso (2.425) será na quarta (3). O prêmio é estimado em R$ 65 milhões.
VÍDEO: veja como funcionam as apostas da Mega-Sena
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
VÍDEOS: os vídeos mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
O Brasil registrou neste sábado (30) 260 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 607.764 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 314 -- abaixo da marca de 400 pelo 19º dia seguido e a mais baixa desde 27 de abril de 2020. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -4% e aponta estabilidade.
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Veja a sequência da última semana na média móvel:
1 de 5 Média móvel de mortes — Foto: Arte/G1
Média móvel de mortes — Foto: Arte/G1
Domingo (24): 337
Segunda (25): 338
Terça (26): 342
Quarta (27): 346
Quinta (28): 337
Sexta (29): 328
Sábado (30): 314
Em 31 de julho, o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril.
O estado do Acre não registrou novos óbitos e casos no último dia, e o Amapá não reportou novas mortes. Já o estado de Roraima não atualizou o número de mortes neste sábado.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 21.801.701 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 9.940 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 11.246 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +15% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica estabilidade nos diagnósticos.
Em seu pior momento a curva da média móvel nacional chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano.
Brasil, 30 de outubro
Total de mortes: 607.764
Registro de mortes em 24 horas: 260
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 314 (variação em 14 dias: -4%)
Total de casos confirmados: 21.801.701
Registro de casos confirmados em 24 horas: 9.940
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 11.246 (variação em 14 dias: +15%)
Em alta (6 estados): PR, RS, SP, BA, PE e RN
Em estabilidade (7 estados): SC, ES, RJ, RO, MA, PB e GO
Em queda (12 estados e o DF): MG, DF, MS, MT, AC, AM, AP, PA, TO, AL, CE, PI e SE
Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.
Os que tomaram a primeira dose de alguma vacina contra a Covid e estão parcialmente imunizados são 154.623.146 pessoas, o que representa 72,48% da população.
Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 278.714.454 doses aplicadas desde o começo da vacinação.
Veja a situação nos estados
2 de 5 Estados com alta nas mortes — Foto: Arte G1
Estados com alta nas mortes — Foto: Arte G1
3 de 5 Estados com estabilidade — Foto: Arte G1
Estados com estabilidade — Foto: Arte G1
4 de 5 Estados com queda nas mortes — Foto: Arte G1
Estados com queda nas mortes — Foto: Arte G1
PR: 17%
RS: 17%
SC: -7%
ES: -1%
MG: -21%
RJ: -14%
SP: 18%
Centro-Oeste
DF: -19%
GO: -14%
MS: -41%
MT: -41%
AC: -50%
AM: -30%
AP: -50%
PA: -26%
RO: 13%
RR: não atualizou os dados neste sábado (30)
TO: -23%
AL: -22%
BA: 20%
CE: -42%
MA: -13%
PB: 8%
PE: 49%
PI: -43%
RN: 50%
SE: -25%
Centro-Oeste
Consórcio de veículos de imprensa
Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
Força-tarefa mira fraude em bombas em postos de combustíveis no Rio
Fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Procon e da Secretaria Estadual de Fazenda fazem uma operação contra fraudes em dez postos de combustíveis, na Zona Oeste do Rio, neste sábado (23).
Dos sete postos que foram vistoriados até o início da tarde, quatro tiveram bombas lacradas.
Os fiscais checam a qualidade e a validade dos combustíveis, além da quantidade que sai das bombas. No primeiro posto inspecionado, em Campo Grande, foi encontrado combustível adulterado.
Os fiscais chegaram ao local depois de denúncias dos clientes. Eles fizeram o teste e, depois de constatar a irregularidade, lacraram duas bombas de gasolina.
“Havendo dúvida sobre a qualidade, qualquer consumidor pode pedir pra fazer esse teste, e o posto é obrigado a ter os equipamentos. E nesse teste nós apuramos o percentual de etanol na gasolina. Ou seja, nós adicionamos ali uma solução de água salinizada na gasolina e ela promove a separação do etanol da gasolina e nós temos que encontrar ali 27%", explicou Marcelo Silva, superintendente adjunto da fiscalização da ANP.
"No caso aqui, nós tivemos quase 3 vezes esse volume de etanol na gasolina, o que traz um prejuízo para o consumidor, traz um prejuízo para o estado, traz um prejuízo para toda sociedade”.
Bomba baixa
Em alguns postos, o problema é de quantidade e não de qualidade.
Os galões precisam ter 20 litros. Nas inspeções, os fiscais verificam se a quantidade que sai da bomba é exatamente essa, depois que o frentista abastece. A prática conhecida como bomba baixa acontece quando sai menos gasolina do que o comprado pelo consumidor.
Em um deles foram encontrados também produtos vencidos e sem especificação expostos para venda e ausência do cartaz do livro de reclamações do Procon.
Transparência
Uma lei de fevereiro deste ano obriga todos os postos a afixarem um painel com componentes do preço do combustível automotivo nos postos revendedores, que deve conter as seguintes informações:
O valor médio regional no produtor ou no importador;
O preço de referência para o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS;
O valor do ICMS;
O valor da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins;
O valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (CIDE-combustíveis).
Segundo a ANP, aproximadamente 98% dos postos vendem combustível corretamente, e as operações são feitas justamente onde já há alguma suspeita de irregularidade.
Os clientes também podem pedir para fazer esses testes em qualquer posto de gasolina.
Desde janeiro, 117 postos de combustíveis foram autuados no Rio e mais de R$ 360 mil em multas foram aplicadas.